domingo, 28 de abril de 2013

Toro Loco Crianza 2010

Vinícola: Viña Coviñas
País: Espanha
Região: Utiel-Requena
Tipo: Tinto
Uva: Tempranillo, Cabernet Sauvignon
Álcool: 12,5%

Lembro-me de toda polêmica e espera que o vinho Toro Loco Tempranillo 2011 teve junto aos enófilos brasileiros, ele que tornou-se famoso mundialmente por ser vendido a 3,59 libras na Inglaterra e por ganhar a medalha de prata na tradicional International Wine & Spirits Competition. 
Já falamos dele aqui no blog, destacamos sua facilidade de beber e o excelente custo-beneficio, ressaltamos também que embora seja um excelente vinho, não se pode esperar dele um vinho superior aos grandes vinhos franceses ou até mesmo os ícones do Novo Mundo, como subentende-se pela conquista acima citada.
Agora o Toro Loco chega ao brasil com um outro exemplar, o Toro Loco Crianza 2010, que se difere do "premiado" principalmente pelo seu estágio em barrica de carvalho francês(06 meses) e pela adição de 10% da uva Cabernet Sauvignon, além das demais influencias, como o ano da colheita, o clima, etc.
A adição da rainha das uvas, a Cabernet Sauvignon, ofereceu mais estrutura ao vinho, taninos presentes e maior complexidade a bebida, embora seja só 10%. A predominância da Tempranillo se faz notar principalmente no corpo leve a médio do vinho e o baixo teor álcoolico.
No olfato, a nova edição é mais "defumada", influenciada pela barrica, a madeira se faz presente, juntamente com groselha (de pouca intensidade) assim como o Tempranillo 2011.
Bebi o Toro Loco Crianza 2010, vendo um bom filme e sem acompanhamento, depois com uma pizza, nas duas ocasiões ele caiu bem. 
Minha conclusão é que: assim como o vinho premiado, ele é um bom custo-beneficio e vale a pena experimentar. Entretanto não não podemos criar grande expectativas com o premio conquistado pela vinícola.  Na sua faixa de preço podemos achar vinhos tão bons ou melhores. 
Enfim, ele não desapontou e me proporcionou bons momentos.

Nota: 81/100


Visual
 Rubi
Olfativo
 Madeira e Groselha
Gustativo
 Leve, agradável e fácil de beber
Harmonização
 Pizza e sanduíches 

sábado, 27 de abril de 2013

Angélica Zapata Alta – Catena Zapata Alta 2008

Produtor: Catena Zapata 
País: Argentina
Região: Mendoza
Safra: 2008
Uva: Malbec
Álcool: 14%




Podemos dizer que este é um dos melhores vinhos do novo mundo.
Carrega o nome Catena Zapata o produtor que revolucionou a vitivinicultura Argentina, colocando os vinhos do pais vizinho entre um dos melhores do mundo. 

Se trata de um blend de uvas Malbec oriundas de diversos vinhedos com variações de terroir e altitude. Além disso, o vinho passa por um estágio de 18 meses em barril de Carvalho Frances, ressaltando toda sua complexidade.
Apresenta aromas de ameixa, pimenta e frutas vermelhas. Ainda revela uma cor violeta escura e um final de boca persistente.
Excelente vinho para harmonizar com um churrasco.



Por Alexandre Oliveira

Qual a melhor taça para seu vinho?

A escolha da taça parece secundário na hora de beber um vinho, mas ela pode ajudar bastante você em sua degustação. Para cada tipo de vinho existe uma taça correspondente. É impressionante a influencia que ela exerce na apreciação, principalmente, no olfato e na evolução do vinho.
Para apreciar ao máximo aquilo que o vinho lhe oferece, você precisa cumprir alguns “rituais”, como a temperatura correta para servi-lo ou ainda a taça em que vai degustá-lo. Sim, isso mesmo, a taça pode potencializar ou não o seu vinho. Pode ajudar ou prejudicar a liberação dos aromas.
A primeira coisa que precisa saber, independente da taça que irá usar, é certificar-se que ela esteja bem limpa (para ver a coloração do vinho de forma perfeita) e sem cheiro (para que não deturpe os aromas do vinho).

Neste texto vamos tratar duas taças principais para vinhos tintos, já que estes são os favoritos no Brasil.

Bordeaux - Possuem bojo grande e borda mais fechada e foram feitas para vinhos mais encorpados, ela ressalta os taninos. Indicadas para vinhos feitos com uvas como Cabernet Sauvignon, Merlot, etc.

Borgonha - tem um formato de balão que permite o maior contato do vinho com oxigênio. É usada para tintos aromáticos, com baixo teor de tanino, como os vinhos das uvas Pinot Noir, Nebbilo, etc.


Agora que você já sabe qual a melhor taça para apreciar seu vinho, aproveite ainda mais a degustação.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Santa Rita 120 Carménère 2011

Vinícola: Santa Rita
País: Chile
Região: Valle Central
Tipo: Tinto
Uva: Caménère
Álcool: 13,9%

Este é um vinho que carrega consigo uma história e um contexto muito peculiar. Um exemplar da tradicional Vinícola Santa Rita, ele trás em seu nome uma  homenagem aos 120 soldados que se refugiaram nos porões do estabelecimento, durante a guerra civil chilena, com  o apoio da anfitriã e em prol da independência do país. 
Além desta bela fundamentação, O 120 Caménère nos mostra características tão especiais quanto seu nome e sugere sugere um vinho de representação ideal para a uva (Caménère), o que o é. Sua cor é vermelho intenso. No aroma, sentimos um frutado fresco, com ameixa e frutas pretas que se destacam. Apesar do pouco tempo na barrica de carvalho francês (06 meses), podemos sentir também a presença madeira.  
Na boca é bem pouco acido, com taninos macios e persistentes, além de sedoso e elegante. Um vinho fácil de beber e redondo. Evolui rapidamente na taça e pode ser bebido sem refeição. Entretanto, pode acompanhar massas, frango, carnes vermelhas magras em pouca quantidade e queijos maduros.
Em minha recente visita à Vinícula comprei um exemplar da garrafa. Tornei a compra-lo no Brasil, e hoje,  o considero uma peça 'coringa' na adega. 


Nota: 82/100    

Visual:                        Vermelho Intenso
Olfativo:                     Floral, Baunilha e Frutas Vermelhas. 
Gustativo:                 Taninos Macios
Harmonização:         Frango e Queijos Maduros



quinta-feira, 18 de abril de 2013

Monte Velho Tinto 2011

Vinícola: Herdade do Esporão
País: Portugal
Região: Alentejo, Portugal 
Tipo: Tinto

Uva(s): Aragonês, Trincadeira, Castelão
Álcool: 14.0 %

Escrever sobre vinho é ótimo, especialmente quando falamos de um bom vinho e sobre tudo honesto, que poderá proporcionar bons momentos sem onerar muito ao nosso bolso.
O Monte Velho é uma ótima dica para quem quer compor sua adega com um vinho para todos os momentos. Já tinha bebido os anos anteriores, gostei especialmente de 2010 e 2008. O ano que aqui analiso (2011) não decepcionou, mostrou a regularidade da vinícola Esporão, uma das mais tradicionais de Alentejo.
Com um breve (06 meses) estagio em barricas (carvalho e inox), o vinho trás uma complexidade boa e com a característica de um bom vinho jovem.
No olfato é um vinho simples e agradável, sem grandes complexidades, me trouxe uma lembrança de terra molhada. Na boca é muito redondo, macio e com uma boa textura, fácil e gostoso de beber.
Vale cada centavo que custa, muito boa opção para compor sua adega.
Uma curiosidade que poucos sabem é que uma das uvas que compõe esse assemblage é a Tempranillo, uva da família da Vitis vinifera, uma das castas mais conhecidas da Península Ibérica. Originária do norte da Espanha, também é muito cultivada em Portugal, onde é geralmente conhecida como Aragonez, ou Tinta Roriz na região do Douro.

Nota: 84/100


 Visual
 Rubi 
 Olfativo
 Terra Molhada
 Gustativo
 Leve, macio, redondo 
 Harmonização
 Pizza










 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Proeza Tradicional Dão 2010

Vinícola: Van Zeller 
País: Portugal
Região: Dão, Portugal
Tipo: Tinto
Uva(s): Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro
Álcool: 13.0 %

Caro amigo(a), aqui escrevo minhas impressões sobre o Proeza Tradicional Dão 2010 que me saiu pela associação à um clube de vinho da internet por R$ 46,00. Desde já deixo minha opinião sobre o preço: acho que é honesto, vale o que se paga, sem entrar no debate do abuso dos preços de vinho no Brasil. Apesar de valer a pena, podemos achar vinhos melhores nesta faixa de preço.
Fiquei decepcionado com a seleção do mês, esperava mais da oferta de abril, já que escolheram um país com tradição em excelente vinhos(Portugal), como toda a linha da Esporão, Paulo Laureano, etc.
O Vinho tem como base uma uva bem conhecida entre aqueles quem apreciam vinhos portugueses, a Touriga Nacional, uva nobre lusitana que já esta sendo cultivada com sucesso no nordeste Brasileiro. Para quem deseja uma boa dica, o vinho Rio Sol Winemaker's Touriga Nacional é um exemplar de muito boa qualidade do Vale do São Francisco.
Sobre a bebida, apresenta um visual com rubi forte. No olfato apresenta um buquê doce, com destaque ao caramelo, em sua evolução durante a noite foi ficando mais claro um fundo com ameixa seca. 
Na boca é agradável, leve e adstringente com media persistência, uma acidez elevada sem incomodar o paladar, macio na língua que lhe permite manter o equilíbrio. Posso dizer que é um vinho fácil de beber.
Touriga Nacional

Tenho duas garrafas, deixei a outra na adega evoluindo, espero que com o passar do tempo, os taninos fiquem mais claros e a persistência se prolongue.

Não fiz nenhum prato para harmonizar, mais acredito que acompanhe bem carnes vermelhas magras e massas. 


Nota:82/100


 Visual
  Rubi forte
 Olfativo
 Doce, Caramelo e ameixa seca
 Gustativo 
  Leve, macio e taninos agradáveis
 Harmonização
 Carne vermelha leve, massas


               


          
 
      

    

Bueno Paralelo 31º 2010

Vinícola: Bueno Bellavista Estate 
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha, Brasil
Tipo: Tinto
Uva(s): Cabernet Sauvignon, merlot e Petit Verdot
Álcool: 13.5 %

Hoje aproveitei que deu uma esfriada no tempo para tomar um vinho com minha companheira. Perguntei se tinha alguma preferência, ela me disse para surpreende-la, então, escolhi este vinho. Em geral bebemos vinhos de baixo custo e importado, mais dessa vez, escolhi o Bueno Bella Vista Estate Paralelo 31º 2010, um exemplar nacional conhecido pela parceria entre o narrador Galvão Bueno e a vinícola Miolo, hoje vendido a um preço elevado(R$80,00). Na época o adquiri por uma associação à um clube de vinhos por R$40,00, um valor mais acessível.
Sem que ela soubesse a escolha, lhe ofereci a taça e logo gostou muito, conseguiu perceber no olfato o tabaco e, na boca, o equilíbrio do vinho. 
Agora vamos para as outras impressões da bebida: é um blend com Carbernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot de cor Rubi; no olfato as frutas vermelhas são marcante, como ela alertou: o tabaco e o torrado presentes; na boca apresenta corpo mediano e equilibrado.
Se tiver a oportunidade, amigo leitor, aproveite e prove pois vale a pena. Afinal, n'um dia friozinho, nada melhor que um bom vinho com a pessoa amada.

Nota: 83/100



 Visual
  Rubi
 Olfativo
 Frutas Vermelhas, Tabaco
 Gustativo
 Corpo médio, equilibrado 
 Harmonização
 Rosbife


Por Alexandre Oliveira











 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Polo Profesional Malbec 2011

Hoje abordamos um vinho tipico dos nossos Hermanos: um Malbec.

Depois de ver pela internet as avaliações deste vinho, resolvi comprar, principalmente pelo preço(R$ 28). Não me arrependi, como já tinha lido é uma excelente relação custo-beneficio.

Um vinho fácil de beber, para ele ficar ainda melhor: abra e o deixe respirar por pelo menos meia hora.

É um vinho de visual intenso, apresenta um rubi forte. No olfato não apresenta um buque amplo, mais é bom, a baunilha foi a nota que mais notei.

Na boca é equilibrado, fácilmente o reconhecemos como um bom malbec argentino, é encorpado, com taninos fortes, macio e agradável no final.

Enfim, é uma boa escolha, principalmente se levamos em conta seu preço.

Nota: 83/100

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Toro Loco, seus amigos vão gostar deste vinho.


Todos dizem que o vinho aproxima os amigos, o que é verdade.
No Brasil, normalmente encontramos pessoas que tem o bobo preconceito com o vinho ou o acha uma bebida ruim, amarga, etc. Muito disso tem relação com algumas experiências “traumáticas”, onde os vinhos de péssima qualidade que existem por ai  dão o tom.

O Toro Loco (Espanha - Tempranillo 2011) é um vinho que você pode apresentar aquele amigo que diz não gostar da bebida. Não é o melhor do mundo, mas é um vinho gostoso de beber. Na boca é saboroso, bem frutado e com taninos macios. Possui uma bela cor rubi e além de tudo é barato. 
Se você tem um amigo e quer introduzi-lo ao mundo do vinho, apresente esta garrafa e sua confraria ganhará mais um adepto.  


terça-feira, 2 de abril de 2013

Vinho Verde Ponte de Lima Branco 2010


Vinícula: Adega Coop. Ponte Lima
País: Portugal 
Região: Ponte de Lima
Tipo: Branco
Uva(s): Loureiro, Trajuda, Arinto 
Álcool: 10.5 %

Em uma noite chuvosa no Rio de Janeiro, nada melhor para acompanhar um bolinho de bacalhau do que um bom vinho português.
Seguindo indicações de um legítimo lusitano, abrimos a garrafa de vinho verde, Pontes de Lima (2010), sem grandes expectativas. No entanto, a surpresa foi boa. 
Primeiramente, sobre o vinho podemos dizer que é honesto em relação a seu custo e benefício. 
É um vinho de corpo leve que em sua aparência, nos mostra um tom amarelo-esverdeado bem claro e borda dourada translúcida. 
No olfato percebemos notas cítricas marcantes com destaque à maça-verde. Na boca sentimo-lo, ácido equilibrado, levemente amanteigado e bastante refrescante.
Por fim, destacamos também a facilidade para bebê-lo considerando seu baixo teor alcoólico. 

Nota: 81/100



 Visual
 Verde-claro e dourado
 Olfativo
 Cítrico e maça verde 
 Gustativo
 Corpo leve e amanteigado
 Harmonização
 Peixe, Bacalhau e Saladas