sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Exportações de vinhos finos brasileiros crescem 23% em 2012

Balanço do projeto Wines of Brasil também registra ampliação de valor exportado e no número países compradores

Crescimento de 23% em volume e de 6% em valor são alguns dos índices positivos observados no balanço de resultados das exportações de vinhos finos engarrafados do projeto Wines of Brasil em 2012. As vinícolas participantes do projeto contabilizaram US$ 3,25 milhões em vendas para o Exterior no ano passado, ante US$ 3,06 milhões em 2011. Na mesma comparação, o volume exportado passou de 705,6 mil litros para 868,7 mil litros.O resultado obtido pelas empresas do Wines of Brasil representaram 48% do valor total geral de exportações brasileiras de vinho.

Na computação geral de dados de 2012, em virtude de uma operação realizada para a Rússia por meio do Prêmio de Escoamento de Produção (PEP), foram comercializados 2,78 milhões litros de vinho a granel para este país, com resultado financeiro de US$ 1,39 milhões. Esta operação, realizada excepcionalmente no ano passado, representou 76,24% do volume total exportado e 30% do valor faturado pelo projeto Wines of Brasil. Por se tratar de vinho a granel, e de uma operação fomentada por um instrumento de regulação de estoques do Governo Federal, para efeitos de mensuração de resultados, estes dados não são considerados como esforço comercial do projeto de exportação.

Mais vinícolas
Realizado pelo Ibravin em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para promover o vinho fino brasileiro no Exterior, o Wines of Brasil comemorou o fato de ter ampliado o número de vinícolas participantes de 35 para 39, sendo que 15 realizaram exportações em 2012 enviando seus rótulos para 33 diferentes países, frente a 31 destinos em 2011. “Temos muito espaço para crescer no mercado internacional. Os resultados das ações realizadas nos últimos anos pelo projeto estão repercutindo agora e o Brasil tem ganhado atenção em virtude dos eventos esportivos como a Copa e as Olimpíadas. Por isso, acredito que em 2013 teremos dados ainda melhores”, analisa a diretora de Promoção do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Andreia Gentilini Milan.

Dos oito países considerados prioritários pelo projeto, observou-se o crescimento de vendas em sete, sendo que em seis deles – China/Hong Kong, Reino Unido, Polônia, Suécia, Canadá e Alemanha – as exportações das empresas ligadas ao projeto representaram 100% da comercializaçãode vinhos realizada pelo Brasil.

China é o grande destaque no desempenho por país
Na análise de desempenho por país, o destaque fica com a China que, até 2010, era um destino inexistente para o vinho brasileiro. Em apenas dois anos o país passou a figurar na primeira posição no ranking em valor de exportações de vinho fino engarrafado. Em 2012, a China obteve uma alta de 66% em valor exportado frente a 2011, contabilizando US$ 621,5 mil. Em termos de volume, o crescimento foi de 59% no período, com a comercialização de 73,2 mil litros. O país também apresentou um dos maiores valores médios por litro exportado, de US$ 8,14, contra US$ 6 de média registrada entre os oito países alvo. Outro dado interessante é de que as exportações das empresas associadas ao Wines of Brasil representam 93% das exportações gerais de vinhos para este mercado.

Em 2012, o Wines of Brasil praticamente dobrou o número de atividades desenvolvidas para a promoção internacional do vinho brasileiro. Foram 81 ações distribuídas em projetos de promoção comercial, posicionamento e imagem, informação, apoio à produção e qualidade e de disponibilização de informação, frente a 43 ações realizadas em 2011. Nesta contabilidade entram oito feiras internacionais, oito projetos compradores, 10 edições do projeto imagem com jornalistas e formadores de opinião estrangeiros, oito Master Classes e 32 edições de degustações com público especializado, entre outras atividades.

Para 2013, a meta estabelecida pelo projeto é atingir US$ 5,3 milhões em exportações. “Em 2013 queremos participar efetivamente do mercado dos Estados Unidos, China, Reino Unido e Alemanha para, daqui a dois anos, nos tornarmos uma opção presente na cabeça dos consumidores destes países”, explica Andreia.
Texto: Assessoria de Imprensa do Instituto Brasileiro do Vinho

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