segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Melhores vinhos chilenos de 2014 no 12º Annual Wines of Chile Awards

Em uma cerimônia de gala realizada em São Paulo no dia 2 de dezembro foram revelados os melhores vinhos do Chile no 12º Annual Wines of Chile Awards (AWoCA), considerada uma edição histórica, já que aconteceu pela primeira vez fora do Chile. O Brasil foi o escolhido para sediar o principal concurso de vinhos do Chile e a escolha dos15 vinhos melhores rótulos chilenos ficou a cargo de corpo de juízes exclusivamente composto por sommeliers e especialistas brasileiros.

A honra máxima do AWoCA foi para a Viña Casas del Bosque, com o vinho Syrah Gran Reserva 2012, premiado na categoria Best in the Show, que elege o melhor vinho do concurso.

O mesmo vinho também levou o prêmio na categoria Syrah. Nas categorias Premium White e Premium Red os ganhadores foram, respectivamente, os vinhos Amelia 2013 (Concha y Toro) e Armida 2009 (De Martino).
Os brancos premiados no concurso foram os rótulos Specialties Sauvignon Blanc Ocean Side 2014 (Viña Santa Carolina/categoria Sauvignon Blanc), Tarapacá Gran Reserva Chardonnay 2013 (Viña Tarapacá/categoria Chardonnay) e Single Vineyard Neblina Riesling 2011 (Leyda/categoria Other Whites).

Nas categorias destinadas aos vinhos tintos a Viña Falernia foi premiada em duas delas: na de melhor Pinot Noir, com o Pinot Noir Reserva 2013, e na de melhor Carmenere, com o Carmenere Reserva 2013 Pedriscal Vineyard. A categoria Cabernet Sauvignon foi conquistada pela Viña Casa Silva com o rótulo Gran Terroir de los Andes – Los Lingues 2012 e a Other Reds foi para o vinho Tama Vineyard Selection Carignan 2013 (Viña Anakena).

O melhor Rosé do concurso foi o Gallardía del Itata Cinsault 2014, da Viña De Martino, o melhor Late Harvest foi para a vinícolaErasmo, com o Torontel Late Harvest 2009, e na categoria Blends o escolhido foi o vinho 5 Cepas 2013, da Casa Silva. O Espumantevencedor foi o Brut Nature, da Viña Morandé.

Os números do 12º AWoCA

Este ano foram inscritos 639 vinhos de 92 vinícolas, um recorde de inscrições de amostras. Desembarcaram em São Paulo 2.652 garrafas, o que representa quase 2 mil litros de vinho. “O processo para entrada de vinhos no Brasil envolve uma série de etapas alfandegárias e o empenho das vinícolas em participar demonstra a importância do mercado brasileiro para a indústria de vinhos do Chile”, resume Claudio Cilveti, managing director da Wines of Chile.

Também impactante foi o número de medalhas conquistas pelos vinhos na 12ª edição do evento: 88 vinhos conquistaram ouro; 272ficaram com medalhas de prata; e 203 levaram bronze, o que significa que 88% dos participantes conquistaram alguma distinção.
Aguardado pelas vinícolas e pelos produtores, o resultado do AWoCA tem grande influência no mercado, já que funciona como um “guia” para o trade – cadeia que envolve importadores, bares, restaurantes, lojas de vinhos, empórios, supermercados e hotéis – e para os consumidores, pois indica o que de melhor tem sido produzido no Chile.

De acordo com Claudio Cilveti, managing director da WOC, foi uma decisão estratégica para a Wines of Chile realizar no Brasil oprimeiro AWoCA fora do Chile. “O mercado brasileiro é um dos mais importantes para nossa indústria e a cada ano temos aumentado o investimento em ações aqui. Representamos quase metade do mercado de vinhos importados no Brasil, que ocupa a 5ª posição no ranking de nossas exportações.” O Chile lidera o mercado com 39,8% e é o primeiro no ranking desde 2002.

Para Oscar Paez, do ProChile Brasil, a escolha é um marco também para nosso país: “a escolha do Brasil para a primeira edição do AWoCA ‘internacional’ reforça o posicionamento do Chile em priorizar cada vez mais o mercado brasileiro. Nossas relações comerciais vêm se consolidando ano a ano e nossa meta é seguir aumentando a presença no setor de vinhos importados no Brasil”.

“Nossa diversidade de vinhos fica mais evidente a cada ano. O território chileno é riquíssimo, indo do mar até o gelo e passando pelo deserto. Essa variedade terroirs resulta em vinhos com expressão tão marcante como os que são apresentados no AWoCA, que representa um verdadeiro painel da evolução e da alta qualidade dos nossos vinhos”, celebra Claudio.

Os jurados brasileiros que escolheram os melhores vinhos do Chile em 2014 foram: Carlos Cabral (grupo Pão de Açúcar), Mário Telles(ABS-SP), José Luiz Pagliari (SBAV-SP), Diego Arrebola (eleito melhor sommelier do Brasil e Wine Director do Grupo Pobre Juan),Manoel Beato (grupo Fasano), Gabriela Monteleone (sommelière), Daniela Bravin (Bravin), Tiago Locatelli (grupo Varanda),Gabriela Bigarelli (Maní), Jorge Lucki (Valor Econômico), Marcelo Copello (Revista Baco) e Didú Russo (Blog do Didú).

“A escolha dos jurados considerou principalmente a representatividade de cada um em diversos segmentos do mercado. Por isso, além de sommeliers premiados e responsáveis pelas cartas de vinho de restaurantes renomados, participam formadores de opinião das duas principais associações do Brasil, representantes da mídia especializada impressa e digital, além de um grande nome do varejo brasileiro”, completa Cilveti.
Os vencedores do 12º AWoCA são:

Best in the Show
Syrah Gran Reserva 2012/Viña Casas del Bosque

Premium Red
Armida 2009/De Martino

Premium White
Amelia 2013/Concha y Toro

Other Reds
Tama Vineyard Selection Carignan 2013/Viña Anakena

Other Withes
Single Vineyard Neblina Riesling 2011/Leyda

Blends
5 Cepas 2013/Casa Silva

Rosé
Gallardía del Itata Cinsault 2014/De Martino

Sparkling Wine
Brut Nature/Viña Morandé

Late Harvest
Erasmo Late Harvest Torontel 2009/Erasmo

Cabernet Sauvignon
Gran Terroir de los Andes - Los Lingues Cabernet Sauvignon 2012/Casa Silva

Carmenere
Carmenere Reserva 2013 Pedriscal Vineyard/Falernia

Pinot Noir
Pinot Noir Reserva 2013/Falernia

Syrah
Syrah Gran Reserva 2012/Viña Casas del Bosque

Chardonnay
Tarapacá Gran Reserva Chardonnay/Viña Tarapacá

Sauvignon Blanc
Specialties Sauvignon Blanc Ocean Side 2014/Santa Carolina


Fonte: CH2A Comunicação

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

al Tralcio Antico Chianti 2012

Vinícola: Carrefour
País: Itália
Região: Toscana
Tipo: Tinto
Uvas: Sangiovese


Todo inicio de mês postamos o nosso vinho escolhido para a Confraria Brasileira de Enoblogs (#CBE). O tema de novembro foi escolhido pelo confrade Jorge Alonso, do blog Contando Vinhos. Ele escolheu como tema:"Um Chianti, valendo Clássico, Riserva e qualquer sub região e sem limite de preço".

Felizmente, para contemplar este tema, eu guardava em minha adega o
 al Tralcio Antico Chianti 2012, um presente de um amigo que recentemente voltou da Itália e me trouxe essa lembrancinha. Me parece uma linha de vinhos pertencente a rede de supermercados Carrefour.


Vamos ao vinho: Apresenta uma coloração rubi intenso. No olfato apresenta aromas de frutas frescas, algo floral e lembranças da madeira. Na boca tem um volume mediano, taninos suaves, fresco e bom retrogosto. Final de média persistência.

Um bom vinho, correto e fácil de beber. Acompanhou bem uma porção de bruschettas.

 Visual
 Rubi intenso
 Olfato
 Frutas frescas, floral e madeira
 Gustativo
 Volume mediano, taninos suaves e fresco. Fácil de beber
 Harmonização
 Bruchettas

Jay-Z compra produtor de seu champanhe preferido

O rapper Jay-Z resolveu comprar a famosa Armand de Brignac, produtora de excelente Champagne. No entanto a compra vai além de sua admiração pelo produto. A negociação soa como uma resposta ao preconceito sofrido pela marca Cristal, ex-favorita.

O rapper costumava ser consumidor dos Champagne Cristal e promovia a marca em seus clipes e festas, porém, em 2006, representantes da Louis Roederer, produtora da Cristal, deram a entender que não podiam escolher seus clientes quanto perguntados sobre a profusão da bebida entre os famosos do hip-hop. Na época, a revista britânica “The Economist” publicou comentários depreciativos do chefe da empresa que faz o champanhe, Frederic Rouzaud.

— O que podemos fazer? Nós não podemos proibir as pessoas de comprá-lo — disse Rouzaud a “The Economist”.

Jay-Z definiu o comentário como racista e, em seu livro “Decoded”, respondeu que usava a bebida como um artigo de luxo e que era uma publicidade gratuita para a credibilidade da marca. A produtora francesa comprada pelo bilionário, que vende garrafas douradas por cerca de U$300 cada e tem como símbolo o az de espadas, passou a ser a favorita do marido da cantora Beyoncé Knowles. A empresa nova-iorquina, Sovereign Brands, proprietária da marca comprada pelo cantor e produtor, confirmou a venda esta semana. O preço do negócio não foi revelado.

Infelizmente ainda notamos o racismo no dia a dia e ele se expressa em diversas formas. Aqui no caso, pela depreciação de uma arte negra e seu promotor, famoso rapper. Se um bilionário sofre com o racismo explicito, imagina o que acontece com os mais humildes, longe dos holofotes.