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segunda-feira, 1 de julho de 2019

O vinho no acordo entre Mercosul e União Europeia

Europa cedeu em carne, Mercosul em vinho

Nos lances decisivos de uma barganha que se estendeu por 20 anos, a União Europeia (UE) arrancou do Mercosul concessões nas rubricas de compras governamentais e vinho. No sentido inverso, os sul-americanos obtiveram condições vantajosas para vender carne e açúcar ao agora bloco parceiro.

Na noite de sexta (28), os europeus se congratulavam pelo fim de um fardo tarifário de mais 4 bilhões de euros (R$ 17,4 bilhões). O montante corresponde aos impostos que deixarão de ser pagos para entrar nos territórios brasileiro, argentino, uruguaio e paraguaio.

A poupança representa o quádruplo da possibilitada pelo alardeado acordo entre UE e Japão, firmado há quase um ano.

A relação de itens beneficiados pela diminuição de tarifas inclui carros(hoje sujeitos a alíquotas de importação de 35%), peças automotivas (até 18%), artigos de vestuário e calçados (35%) e produtos farmacêuticos (até 14%) –esses últimos lideraram com folga as compras brasileiras em 2018.

No setor agrícola, diminui a taxação de chocolates (hoje em 20%) e vinhos (27%), por exemplo. Além disso, os laticínios europeus deixam de ser tarifados, dentro de uma cota pré-estabelecida (não divulgada na sexta).

Pelo lado sul-americano, segundo dados do governo brasileiro, 90% das exportações do bloco para a UE não pagarão tarifas, em um prazo de até dez anos –hoje, só 24% do que o Brasil vende aos europeus tem essa prerrogativa. ​

Os outros 10% gozarão de acesso preferencial ao mercado dos 28 países-membros da UE, seja por meio de alíquotas reduzidas, seja por cotas especiais.

No primeiro grupo, o dos que terão o imposto zerado, entram frutas, peixes, crustáceos e suco de laranja. O café em grão, que respondeu por 5,5% das exportações brasileiras para a UE em 2018, e os óleos vegetais também entram aqui.

Já as carnes bovina e de aves, além do etanol e do açúcar sul-americanos, entrarão na Europa respeitando cotas.

“Onde nós não ganhamos em volume, ganhamos em tarifas”, disse a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, ao responder a um questionamento sobre o teto para as vendas de carne de boi (99 mil toneladas por ano), inferior ao que havia sido aventado em fases anteriores da negociação.

Segundo o ministério, 40% das exportações brasileiras desse produto para a UE poderão se beneficiar da tarifa zero intracota.

Para a totalidade dos produtos industriais que o Brasil vende ao bloco europeu também não haverá imposto.

Na seara da proteção a artigos identificados com regiões específicas, o pacto prevê que 357 itens europeus sejam resguardados de cópias genéricas nos trópicos. Constam da relação o queijo comté (França) e o prosciutto de Parma (Itália), entre outros.

No sentido inverso, haverá barreiras ao uso da designação de cachaça para aguardentes produzidas fora do Brasil, assim como dos nomes de certos queijos.

Já na rubrica das compras governamentais, liberalizou-se a participação de atores estrangeiros em concorrências além-mar, ponto em que a UE insistia.

Além disso, o documento acertado nesta sexta terá um capítulo só sobre desenvolvimento sustentável, cobrindo a conservação de florestas e a adesão dos signatários ao Acordo de Paris sobre a mudança climática.

Nos dias que antecederam à conclusão do pacto de livre-comércio, o presidente da França, Emmanuel Macron, e a chanceler alemã, Angela Merkel, haviam expressado preocupação com a política ambiental do governo brasileiro.

Por Lucas Neves

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

terça-feira, 7 de julho de 2015

'Guerra' de vinho abre Festival de São Firmino na Espanha

Uma maré de habitantes locais e turistas lotaram uma praça de Pamplona nesta segunda-feira (06/07/2015) para participar da cerimônia que dá início às corridas de touros da festa de São Firmino, que dura nove dias.

Cinco telões foram instalados pelo centro da cidade do norte da Espanha para permitir que todos acompanhem o evento.

A multidão usava a típica vestimenta branca combinada com lenços vermelho e bebia vinho em suas botas de couro, divertindo-se em jogar a bebida na roupa branca dos outros participantes.

Pamplona se encontra ao norte da região vinícola de La Rioja, por isso o vinho sempre teve um papel importante nestas celebrações dedicadas a São Firmino, o primeiro bispo da cidade e santo padroeiro.

Esta festa remonta a tempos medievais e combina procissões religiosas, danças tradicionais, shows e consumo de muito álcool.

Mas nos últimos tempos da tradicional festa não tem recebido o aval de todos.

No sábado passado, uma centena de membros de associações de defesa dos animais pertencentes ao Peta e AnimaNaturalis, nus e cobertos de sangue, protestaram contra as touradas de São Firmino.

Em um comunicado, as associações informam que "utilizam descargas elétricas e varas afiadas antes das touradas para atormentar os touros".

As associações de proteção aos animais querem chamar a atenção "porque dezenas de touros sofrem lesões enquanto os participantes os perseguem, batem e aterrorizam a caminho de sua eventual morte na arena de touros da cidade".

Nas festas de São Firmino, touros que pesam centenas de quilos são soltos atrás de indivíduos que correm pelas ruas estreitas da cidade. Os animais são conduzidos até as arenas, onde está previsto que os animais sejam mortos ao fim do dia.

Segundo a organização Peta, pedem à Espanha para pôr fim a esta tradição.

O país tem outras tradições taurinas controversas como colocar produtos inflamáveis nos chifres dos touros, fazendo com que os animais terminem queimados tentando retirar as bolas de fogo.

Fonte: Jornal O GLOBO/ Foto: Andres Kudacki/AP

terça-feira, 19 de maio de 2015

São Paulo FC lança edição limitada de Vinhos do Porto

No fim da tarde desta terça-feira (19), o São Paulo FC, em parceria com a Encodouro, Sogevinus e a Galeria dos Vinhos, lançou, em evento no Salão Nobre do Estádio do Morumbi, uma edição limitada de Vinhos do Porto. O destaque fica por conta do Vinho da Fundação, que terá tiragem de apenas 1930 caixas, número que remete ao ano de criação do clube.

O rótulo, um Vinho do Porto da década de 30, virá em um box luxuoso com o vinho e réplicas em cristal dos troféus Mundiais conquistados pelo Tricolor. O estojo também traz dois copos de cristal, um pergaminho certificando a origem do vinho e a numeração. A caixa é de madeira, revestida em couro com as cores do clube e envolta em uma estrutura de alumínio escovado. Cada caixa é devidamente numerada e poderá ser personalizada com o nome do torcedor.

"Conhecer o projeto da Encodouro, conhecer o vinho do Porto daquela região e mais do que isso, ver a possibilidade de trazer para o Brasil, para o São Paulo FC, vinhos da década de trinta, de origem tão reconhecida, foi a ideia do projeto. O São Paulo agora oferece à sua torcida, além do vinho da fundação, os vinhos comemorativos pelos três títulos mundiais, vinhos mais recentes, mas com réplicas das três das taças", Disse o Presidente Carlos Miguel Aidar, se referindo também a apresentação dos vinhos portugueses "São Paulo FC Campeão Mundial 92", "Bicampeão Mundial 93" e "Tricampeão Mundial 05", todos em estojos que contêm o vinho e uma réplica de um dos troféus Mundiais conquistados.

Como adquirir

Os valores do box 'Vinho da Fundação' variam de acordo com a numeração:
  • 1 e 1930: R$ 30 mil;
  • 2 a 9: R$ 20 mil;
  • 10 a 99: R$ 15 mil;
  • 100 a 1929: R$ 10.930
Cada box 'São Paulo FC Campeão Mundial' será vendido por R$ 139 para quem registrar a compra até o dia 20 de julho, e R$ 193 para as compras efetuadas a partir de 21 de julho deste ano. Quem comprar a coleção completa dos vinhos 'Campeão Mundial' - ou seja, as três caixas - terá 10% de desconto.

Os pedidos devem ser feitos exclusivamente pelo site www.spfcvinhos.com.br, onde também poderão ser encontradas todas as informações sobre prazos de entrega e detalhes dos kits.

O projeto

O lançamento dos vinhos do SPFC é um projeto realizado em conjunto pelo clube, a Emcodouro, a Sogevinus e a Galeria dos Vinhos. A Emcodouro (Export Management Company of Douro) é uma empresa especializada na exportação de produtos com origem no Douro e Trás-os-Montes (Portugal) e desenvolve projetos específicos para promover o Douro, primeira região vinícola demarcada do mundo. A Sogevinus, detentora da marca Kopke, é a fornecedora dos vinhos que fazem parte da iniciativa. A empresa foi fundada em 1630, sendo considerada a marca de vinho do Porto mais antiga do mundo. Quase 400 anos de história com reconhecido prestígio e qualidade. A Galeria dos Vinhos é uma loja virtual multimarcas que comercializa vinhos finos importados e nacionais, além de acessórios relacionados ao mundo do vinho. É a responsável pela venda e distribuição dos kits do projeto.

Fonte: Site Oficial do São Paulo F.C

terça-feira, 10 de março de 2015

Miolo lança vinhos comemorativos para os 450 anos do Rio de Janeiro

Miolo celebra os 450 anos do Rio com edição comemorativa de vinhos inspirados na cidade maravilhosa

O Rio de Janeiro completou 450 anos em março e o Grupo Miolo não poderia ficar de fora dessa comemoração. Várias ações foram programadas pela prefeitura do Rio para celebrar o aniversário da cidade maravilhosa e, para brindar todos os momentos, a Miolo lançou uma edição limitada dos tradicionais Miolo Seleção, branco e tinto, e do espumanteMiolo Cuvée Tradition Brut Rosé.

Os braços do Cristo Redentor abertos sobre a Guanabara estão representados nos rótulos do Miolo Seleção Tempranillo/Touriga (tinto) e do Miolo Seleção Chardonnay/Viogner (branco). O Miolo Seleção é o vinho mais querido dos brasileiros, e, em especial, dos cariocas, os maiores consumidores de Miolo Seleção de todo o Brasil. Os vinhos da edição Rio 450 são agradáveis, frescos, e excelentes para serem apreciados à beira-mar, ou com comidinhas de boteco, entre amigos.

Para brindar com personalidade e elegância, no emblemático calor de 40 graus do Rio de Janeiro, o espumante Miolo Cuvée Tradition Brut Rosé reverencia o Pão de Açúcar, um dos cartões-postais mais conhecidos do mundo. O espumante é elaborado pelométodo tradicional, o mesmo usado nas maisons francesas para a elaboração do champagne, com a segunda fermentação do vinho na própria garrafa.

“É um espumante alegre como os cariocas, delicado e frutado, com a cor do verão, perfeito para celebrar”, afirma Alexandre Miolo, gerente comercial Sudeste do grupo. Para Adriano Miolo, superintendente da Miolo, participar oficialmente da comemoração dos 450 anos do Rio é uma honra para a vinícola. “Desenvolvemos essa edição limitada levando em conta o repertório histórico,artístico e cultural da cidade e do povo que a tornou um dos destinos turísticos mais desejados. Esse projeto é ‘Aquele Abraço’ para o Rio cheio de encantos”, diz.

As edições comemorativas – Rio 450 estão disponíveis para compra no site da Miolo (www.miolo.com.br). A edição é limitada e posteriormente os produtos serão encontrados em lojas especializadas, supermercados e restaurantes dentro do estado do Rio de Janeiro e exportados para diversos países em todo o mundo. O preço sugerido para consumidor final é de R$ 37,00 para o espumante e R$ 24,00 para o tinto e o branco.

O lançamento é um projeto da Miolo em parceria com o Comitê Rio450, órgão da Prefeitura do Rio de Janeiro que coordena as comemorações dos 450 anos da cidade.


Informações : CH2A Comunicação

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Conheça o lugar onde vinho é mais barato que água

É fácil hoje em dia encontrar nas prateleiras de alguns dos maiores mercados da Austrália vinhos mais baratos do que água. Você pode escolher entre uma garrafa de um pouco conhecido vinho tinto por apenas um dólar australiano (cerca de R$ 2,20) e um vinho branco muito popular que é vendido a 2,99 dólares australianos (cerca de R$ 6,50).Isso, é claro, antes de avistar um galão de 4 litros por 17 dólares australianos (aproximadamente R$ 37). Vinho na Austrália virou motivo de preocupação; bebida custa menos do que uma garrafa de água.

Seja qual for sua escolha, ela proporcionalmente custará menos do que uma garrafa de água de 350ml – vendida normalmente a 2,50 dólares australianos (cerca de R$ 5,50).

"Vinhos estão mais baratos do que uma garrafa de água", confirmou à BBC o professor Kym Anderson, do Centro de Pesquisa Econômica de Vinho de Adelaide.

"E isso soa estranho, especialmente considerando que o preço inclui o imposto do atacado e do varejo", diz ele.

Como é possível? Não é a primeira vez que esse tipo de cenário de preços é notícia na Austrália, mas hoje a situação é muito grave, de acordo com especialistas.

Alta do dólar australiano prejudicou as exportações.

Os preços em todas as áreas têm sido afetados por diversos fatores interligados, incluindo as taxas de câmbio recentes, a queda da demanda internacional e excesso do produto no mercado doméstico.

O aumento do valor do dólar australiano em relação ao dos Estados Unidos entre o início de 2011 e 2013 teve dois impactos na indústria de vinho, disse Paul Evans, diretor-executivo da Federação de Produtores de Vinho da Austrália (WFA, na sigla em inglês). "Grande parte do volume que exportamos voltou ao mercado interno quando caiu a demanda internacional por nosso vinho."

Neste cenário, a competição entre os produtores locais tem crescido, o que derruba mais os preços, explica Evans. "Isso também é um incentivo para as importações e, assim, vimos crescer substancialmente as vendas de vinhos importados no mercado doméstico."

Impostos e preços

Outro fator que contribui para o baixo preço dos vinhos da Austrália é o imposto sobre o álcool. Isso varia por produto. "Na Austrália há um sistema em que vinho e cidra têm diferentes impostos", diz Robin Room, pesquisador de álcool e diretor do Centro Turning Point de Álcool e Drogas, em Melbourne.

"Para bebidas está sendo cobrado um imposto com base no valor de venda do produto, em vez de pela quantidade de álcool que eles têm."

Portanto, isso significa que, se o vinho é vendido tão barato, o imposto é muito baixo também.

Diversos fatores explicam baixa nos preços dos vinhos australianos

"Aqueles que fazem um produto caro pagam um imposto maior sobre ele", explica. E isso cria uma divisão dentro da própria indústria, completa ele.

Uma das funções de Room é ajudar a reduzir os problemas relacionados ao álcool na Austrália. Um aumento de impostos sobre o vinho poderia ajudar a reduzir alguns dos problemas de saúde relacionados ao álcool?

"Veríamos uma diminuição de problemas de saúde realmente sérios, bem como daqueles relacionados à ordem social e violência derivados da bebida", opina.

Em contrapartida, Room diz que houve um aumento constante de problemas de saúde associados ao álcool.

Por exemplo, "os pedidos por ambulâncias em Victoria dobraram nos últimos dez anos, e muitos episódios estão relacionados ao consumo de álcool, de acordo com números de departamentos de emergência", relata. "Também têm aumentado o número de internações por cirrose hepática."

No entanto, ele observa que algumas bebidas alcoólicas "sempre foram baratas" no país e, além de impostos, estabelecer um preço mínimo para esses produtos "pode ser importante na redução de problemas relacionados ao álcool".


O duopólio e os produtores de vinho

Outro fator que mantém acessível o preço dos vinhos é o duopólio de dois grandes supermercados, Woolworths e Coles. As duas empresas controlam mais de 70% de todas as vendas de vinho no varejo.

A Federação de Produtores de Vinho elogia os investimentos feitos pelos supermercados na indústria, mas também aponta a necessidade de rever a situação. "Há uma diferença considerável entre o poder dos varejistas do mercado e dos produtores de vinho, o que afeta negativamente a indústria como um todo", diz Evans, da Federação de Produtores de Vinho. "Isso se reflete na margem de lucro dos produtores de uva, que cai em cascata."

Outros dizem que o duopólio não é tão ruim e que as grandes redes estão ajudando os produtores em um momento difícil no mercado.

Um pequeno produtor de Canberra diz que alguns varejistas são realmente bons comerciantes. "Eles estão definitivamente ajudando alguns produtores (a escoar) seu excesso de oferta", explica Fergus McGhie, da vinícola Mount Majura.

Segundo McGhie, há um debate para reduzir a produção de vinhos em 10% para conter esse excesso. "E isso é em todas as regiões. Ouvimos que todo mundo precisa retirar 10% dos seus vinhos (de circulação) para trazer as coisas de volta ao equilíbrio. Mas ninguém quer fazer isso. E eu não vou. Só aqueles que não entendem o cenário reclamam do duopólio. Esses grandes varejistas só estão vendendo vinho e estão se saindo muito bem."

Consumidores

Em geral, os baixos preços dos vinhos australianos parece aceitável para alguns produtores e uma vitória para os consumidores, que procuram uma garrafa boa e acessível por menos de US$ 10.

E talvez seja uma vitória também para grandes varejistas, que são vistos como salvadores por alguns produtores que precisam reduzir o seu excesso de oferta.

Mas e no longo prazo? A federação garante que a situação não é sustentável e que está trabalhando com o governo para corrigi-la. "Atualmente estamos experimentando uma desvalorização do valor da marca que muitos enólogos australianos ajudaram a construir por muito tempo", diz Evans.

"Mas eu acho que o mais importante, no longo prazo, é acabar com o mito da relação entre a qualidade do vinho e o preço que se está pagando por ele. Dessa forma, vai ser muito difícil para os consumidores voltar a um sistema de preços que tenha mais relação com a qualidade do vinho que está sendo consumido."

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Melhores vinhos chilenos de 2014 no 12º Annual Wines of Chile Awards

Em uma cerimônia de gala realizada em São Paulo no dia 2 de dezembro foram revelados os melhores vinhos do Chile no 12º Annual Wines of Chile Awards (AWoCA), considerada uma edição histórica, já que aconteceu pela primeira vez fora do Chile. O Brasil foi o escolhido para sediar o principal concurso de vinhos do Chile e a escolha dos15 vinhos melhores rótulos chilenos ficou a cargo de corpo de juízes exclusivamente composto por sommeliers e especialistas brasileiros.

A honra máxima do AWoCA foi para a Viña Casas del Bosque, com o vinho Syrah Gran Reserva 2012, premiado na categoria Best in the Show, que elege o melhor vinho do concurso.

O mesmo vinho também levou o prêmio na categoria Syrah. Nas categorias Premium White e Premium Red os ganhadores foram, respectivamente, os vinhos Amelia 2013 (Concha y Toro) e Armida 2009 (De Martino).
Os brancos premiados no concurso foram os rótulos Specialties Sauvignon Blanc Ocean Side 2014 (Viña Santa Carolina/categoria Sauvignon Blanc), Tarapacá Gran Reserva Chardonnay 2013 (Viña Tarapacá/categoria Chardonnay) e Single Vineyard Neblina Riesling 2011 (Leyda/categoria Other Whites).

Nas categorias destinadas aos vinhos tintos a Viña Falernia foi premiada em duas delas: na de melhor Pinot Noir, com o Pinot Noir Reserva 2013, e na de melhor Carmenere, com o Carmenere Reserva 2013 Pedriscal Vineyard. A categoria Cabernet Sauvignon foi conquistada pela Viña Casa Silva com o rótulo Gran Terroir de los Andes – Los Lingues 2012 e a Other Reds foi para o vinho Tama Vineyard Selection Carignan 2013 (Viña Anakena).

O melhor Rosé do concurso foi o Gallardía del Itata Cinsault 2014, da Viña De Martino, o melhor Late Harvest foi para a vinícolaErasmo, com o Torontel Late Harvest 2009, e na categoria Blends o escolhido foi o vinho 5 Cepas 2013, da Casa Silva. O Espumantevencedor foi o Brut Nature, da Viña Morandé.

Os números do 12º AWoCA

Este ano foram inscritos 639 vinhos de 92 vinícolas, um recorde de inscrições de amostras. Desembarcaram em São Paulo 2.652 garrafas, o que representa quase 2 mil litros de vinho. “O processo para entrada de vinhos no Brasil envolve uma série de etapas alfandegárias e o empenho das vinícolas em participar demonstra a importância do mercado brasileiro para a indústria de vinhos do Chile”, resume Claudio Cilveti, managing director da Wines of Chile.

Também impactante foi o número de medalhas conquistas pelos vinhos na 12ª edição do evento: 88 vinhos conquistaram ouro; 272ficaram com medalhas de prata; e 203 levaram bronze, o que significa que 88% dos participantes conquistaram alguma distinção.
Aguardado pelas vinícolas e pelos produtores, o resultado do AWoCA tem grande influência no mercado, já que funciona como um “guia” para o trade – cadeia que envolve importadores, bares, restaurantes, lojas de vinhos, empórios, supermercados e hotéis – e para os consumidores, pois indica o que de melhor tem sido produzido no Chile.

De acordo com Claudio Cilveti, managing director da WOC, foi uma decisão estratégica para a Wines of Chile realizar no Brasil oprimeiro AWoCA fora do Chile. “O mercado brasileiro é um dos mais importantes para nossa indústria e a cada ano temos aumentado o investimento em ações aqui. Representamos quase metade do mercado de vinhos importados no Brasil, que ocupa a 5ª posição no ranking de nossas exportações.” O Chile lidera o mercado com 39,8% e é o primeiro no ranking desde 2002.

Para Oscar Paez, do ProChile Brasil, a escolha é um marco também para nosso país: “a escolha do Brasil para a primeira edição do AWoCA ‘internacional’ reforça o posicionamento do Chile em priorizar cada vez mais o mercado brasileiro. Nossas relações comerciais vêm se consolidando ano a ano e nossa meta é seguir aumentando a presença no setor de vinhos importados no Brasil”.

“Nossa diversidade de vinhos fica mais evidente a cada ano. O território chileno é riquíssimo, indo do mar até o gelo e passando pelo deserto. Essa variedade terroirs resulta em vinhos com expressão tão marcante como os que são apresentados no AWoCA, que representa um verdadeiro painel da evolução e da alta qualidade dos nossos vinhos”, celebra Claudio.

Os jurados brasileiros que escolheram os melhores vinhos do Chile em 2014 foram: Carlos Cabral (grupo Pão de Açúcar), Mário Telles(ABS-SP), José Luiz Pagliari (SBAV-SP), Diego Arrebola (eleito melhor sommelier do Brasil e Wine Director do Grupo Pobre Juan),Manoel Beato (grupo Fasano), Gabriela Monteleone (sommelière), Daniela Bravin (Bravin), Tiago Locatelli (grupo Varanda),Gabriela Bigarelli (Maní), Jorge Lucki (Valor Econômico), Marcelo Copello (Revista Baco) e Didú Russo (Blog do Didú).

“A escolha dos jurados considerou principalmente a representatividade de cada um em diversos segmentos do mercado. Por isso, além de sommeliers premiados e responsáveis pelas cartas de vinho de restaurantes renomados, participam formadores de opinião das duas principais associações do Brasil, representantes da mídia especializada impressa e digital, além de um grande nome do varejo brasileiro”, completa Cilveti.
Os vencedores do 12º AWoCA são:

Best in the Show
Syrah Gran Reserva 2012/Viña Casas del Bosque

Premium Red
Armida 2009/De Martino

Premium White
Amelia 2013/Concha y Toro

Other Reds
Tama Vineyard Selection Carignan 2013/Viña Anakena

Other Withes
Single Vineyard Neblina Riesling 2011/Leyda

Blends
5 Cepas 2013/Casa Silva

Rosé
Gallardía del Itata Cinsault 2014/De Martino

Sparkling Wine
Brut Nature/Viña Morandé

Late Harvest
Erasmo Late Harvest Torontel 2009/Erasmo

Cabernet Sauvignon
Gran Terroir de los Andes - Los Lingues Cabernet Sauvignon 2012/Casa Silva

Carmenere
Carmenere Reserva 2013 Pedriscal Vineyard/Falernia

Pinot Noir
Pinot Noir Reserva 2013/Falernia

Syrah
Syrah Gran Reserva 2012/Viña Casas del Bosque

Chardonnay
Tarapacá Gran Reserva Chardonnay/Viña Tarapacá

Sauvignon Blanc
Specialties Sauvignon Blanc Ocean Side 2014/Santa Carolina


Fonte: CH2A Comunicação

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Jay-Z compra produtor de seu champanhe preferido

O rapper Jay-Z resolveu comprar a famosa Armand de Brignac, produtora de excelente Champagne. No entanto a compra vai além de sua admiração pelo produto. A negociação soa como uma resposta ao preconceito sofrido pela marca Cristal, ex-favorita.

O rapper costumava ser consumidor dos Champagne Cristal e promovia a marca em seus clipes e festas, porém, em 2006, representantes da Louis Roederer, produtora da Cristal, deram a entender que não podiam escolher seus clientes quanto perguntados sobre a profusão da bebida entre os famosos do hip-hop. Na época, a revista britânica “The Economist” publicou comentários depreciativos do chefe da empresa que faz o champanhe, Frederic Rouzaud.

— O que podemos fazer? Nós não podemos proibir as pessoas de comprá-lo — disse Rouzaud a “The Economist”.

Jay-Z definiu o comentário como racista e, em seu livro “Decoded”, respondeu que usava a bebida como um artigo de luxo e que era uma publicidade gratuita para a credibilidade da marca. A produtora francesa comprada pelo bilionário, que vende garrafas douradas por cerca de U$300 cada e tem como símbolo o az de espadas, passou a ser a favorita do marido da cantora Beyoncé Knowles. A empresa nova-iorquina, Sovereign Brands, proprietária da marca comprada pelo cantor e produtor, confirmou a venda esta semana. O preço do negócio não foi revelado.

Infelizmente ainda notamos o racismo no dia a dia e ele se expressa em diversas formas. Aqui no caso, pela depreciação de uma arte negra e seu promotor, famoso rapper. Se um bilionário sofre com o racismo explicito, imagina o que acontece com os mais humildes, longe dos holofotes.  


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Gerard Depardieu diz que pode beber 14 garrafas de vinho em um dia

O ator francês Gérard Depardieu, conhecido por uma carreira de prêmios e excessos, afirmou que costuma beber quando se sente entediado e que pode chegar a consumir até 14 garrafas de bebida alcoólica em um só dia.

"Começo em casa, com champanhe ou vinho tinto antes das 10h. Depois, mais champanhe, depois pastis [anis francês], talvez meia garrafa. Depois a comida, acompanhada de duas garrafas de vinho. Pela tarde, champanhe, cerveja e outra vez pastis para terminar a garrafa por volta das 17h. Mais tarde, vodca ou uísque", comentou o ator, de 65 anos, em entrevista que publicada pela revista "So Film".

Exilado fiscal mais famoso da França e protagonista de famosas polêmicas em aeroportos ou acidentes de trânsito com mais álcool no sangue que o permitido para dirigir, o ator reconheceu que, uma vez que começa a beber, não consegue controlar.

"Quando me entedio, bebo. Se começo a beber, não bebo como uma pessoa normal. Posso entornar 12, 13, 14 garrafas por dia", disse o ator, que garantiu que nunca termina "completamente bêbado, só um pouco alegre" e que tem um remédio próprio para não terminar bêbado: "Só é preciso tirar um cochilo de dez minutos e já está pronto".

Gérard Depardieu, que no cinema já interpretou Obelix, Cyrano de Bergerac e um personagem inspirado no polêmico Dominique Strauss-Kahn, admitiu que seus excessos geram risco para a saúde e revelou que já se submeteu a uma operação para colocar um marca-passo por culpa do colesterol "e de outras coisas".

"Tenho que ser prudente. De qualquer forma, não vou morrer atualmente. Ainda tenho energia", presume o ator, que também é proprietário de várias adegas e restaurantes.

Em julho, Depardieu anunciou sua intenção de produzir "vodca biológica" a partir de "água de mananciais das montanhas e produtos que respeitam o meio ambiente".

Fonte: Agencia EFE/ Site G1

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Uísque japonês é eleito o melhor do mundo

O uísque japonês “Yamazaki Single Malt Sherry Cask 2013” foi eleito pela primeira vez o melhor do mundo por um dos mais respeitados guias sobre o setor. Publicado na segunda-feira (3), o guia de Jim Murray, que é conhecido como a “A Bíblia do Uísque”, descreveu o o quísque japonês como “espesso, seco, tão redondo quanto uma bola de bilhar”. Murray deu à bebida 97,5 pontos de 100.

Três uísques americanos da variedade bourbon – William Larue Weller, Sazerac Rye 18 Year Old e Four Roses – ocuparam o segundo, o terceiro e o quarto lugares. Curiosamente, nenhum uísque escocês apareceu entre os cinco primeiros da lista.

No Japão, se faz uísque desde os anos 1920, quando um japonês que estudou Química em Glasgow, Masataka Taketsuru, voltou ao seu país casado com uma escocesa e contribuiu para o nascimento da destilaria Yamazaki, perto de Kyoto.

No editorial do livro “Whisky Bible”, que é publicado anualmente, Murray diz que é hora de as destilarias escocesas acordarem.

“Chegou a hora de uma pequena dose de humildade, de voltar aos fundamentos, de perceber que algo se perdeu”, recomendou.

O livro “Jim Murray’s Whisky Bible” será lançado na Inglaterra na próxima semana e pode ser adquirido pelo site WHISKYBIBLE.COM.

Fonte: Revista online Exame, da editora Abril.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Preço do VINHO vai aumentar no Rio de Janeiro

O governador Pezão(PMDB) já tinha anunciado em Setembro a entrada do Rio de Janeiro no regime da Substituição Tributária do ICMS. No entanto só agora começa a repercutir o Decreto nº 44.950/2014. Nós, amantes do vinho e consumidores, teremos um final do ano mais custoso. Pois o decreto inclui as operações com bebidas quentes (entre elas vinhos e espumantes). O decreto passa a valer a partir de primeiro de novembro(01/11/2014), amanhã.

Na prática , espera-se um aumento no preço dos produto em torno de 30% a 50% no estado do Rio de Janeiro. Com a chegando das festas de final de ano, essa é uma péssima para o setor e para o consumidor fluminense. 


Veja o decreto:

Decreto Nº 44950 DE 12/09/2014

Publicado no DOE em 15 set 2014

Altera o Livro II do Regulamento do ICMS, aprovado pelo Decreto nº 27.427/2000 (RICMS/2000) e dá outras providências.

O Governador do Estado do Rio de Janeiro, no uso de suas atribuições constitucionais e legais, tendo em vista o disposto nos Protocolos ICMS 209/2012, de 18 de dezembro de 2012; 150/2013, 151/2013, 152/2013 e 153/2013, de 6 de dezembro de 2013; 29/2014, 30/2014, 31/2014, 32/2014 e 35/2014, de 17 de julho de 2014; no inciso IV da cláusula décima quinta do Convênio ICMS 81/1993 , de 10 de setembro de 1993, e o que consta do Processo nº E-04/058/70/2014,

Decreta:

Art. 1º Ficam acrescentados os seguintes dispositivos no Anexo I do Livro II do Regulamento do ICMS (RICMS/2000) aprovado pelo Decreto nº 27.427/2000 , de 17 de novembro de 2000:
(...)
II - o item 38:
38. BEBIDAS ALCOÓLICAS, EXCETO CERVEJA E CHOPE

Fundamento normativo: Protocolo ICMS 29/2014

Âmbito de aplicação: Operações internas, interestaduais originadas nas unidades federadas signatárias do Protocolo supracitado e aquisições de mercadorias procedentes das demais unidades federadas por contribuintes localizados no Estado do Rio de Janeiro.

A base de cálculo do imposto para fins de substituição tributária nas operações com bebidas alcoólicas, exceto cerveja e chope, é o preço a consumidor final usualmente praticado no mercado do Estado do Rio de Janeiro (PMPF) divulgado por meio de Resolução do Secretário de Estado de Fazenda, nos termos do § 10 do artigo 24 da Lei 2.657/1996 e dos Protocolos firmados no âmbito do CONFAZ, em que o Estado do Rio de Janeiro seja signatário.

Na hipótese de não haver PMPF ou preço sugerido aplicáveis, o sujeito passivo por substituição deverá adotar as seguintes margens de valor agregado:




I - Protocolo ICMS 209/2012 , de 18 de dezembro de 2012;

II - Protocolos ICMS 150/2013, 151/2013, 152/2013 e 153/2013, de 6 de dezembro de 2013;

III - Protocolos ICMS 29/2014, 30/2014, 31/2014, 32/2014 e 35/2014, de 17 de julho de 2014.

Art. 5º Não mais se aplicam ao Estado do Rio de Janeiro as disposições contidas no Protocolo ICMS 32/1992 , de 30 de julho de 1992.

Art. 6º Os contribuintes deverão observar a disciplina de que trata o artigo 36 do Livro II do RICMS/2000 relativamente às mercadorias ingressas no regime de substituição tributária por força deste Decreto.

Art. 7º O parcelamento do imposto relativo ao estoque levantado conforme rege o artigo 6º deste Decreto poderá ser concedido em até 12 (doze) parcelas mensais, iguais e consecutivas, devendo a primeira quota ser paga até o dia 22 de dezembro de 2014 e as demais até os dias 20 dos meses subsequentes.

§ 1º A solicitação do parcelamento de que trata o caput deve ser dirigida à repartição fiscal de circunscrição do contribuinte até o dia 20 de novembro de 2014.

§ 2º A data de vencimento para o pagamento em quota única é a mesma da primeira quota do parcelamento a que alude o caput deste artigo.

Art. 8º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir de 01 de novembro de 2014.

Rio de Janeiro, 12 de setembro de 2014

LUIZ FERNANDO DE SOUZA

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Setor projeta crescimento de 10% nas vendas de espumantes no fim do ano

Setor projeta crescimento de 10% nas vendas de espumantes no fim do ano. Se a meta for atingida, no último quadrimestre devem ser comercializados mais de 11 milhões de litros da bebida. Suco de Uva 100% tende a crescer 20% e se consolidar como um dos carros-chefes de vendas no período.

A perspectiva do setor vitivinícola é de que o total de vendas de espumantes no último quadrimestre deste ano seja 10% maior do que o registrado no mesmo período de 2013. Se o volume projetado for atingido, devem ser comercializados mais de 11 milhões litros da bebida ícone das festas de final de ano. Nos últimos quatro meses do ano passado, foram vendidos 10,2 milhões de litros do produto, o que significou um crescimento de 7,88% em relação a 2012. Já as vendas do suco de uva 100% devem seguir o ritmo de crescimento dos últimos anos e registrar cerca de 20% de aumento em relação ao mesmo período do último ano, quando foram vendidos 28,8 milhões de litros.

O tradicional crescimento de vendas de espumante neste ano é impulsionado pelas premiações em concursos importantes e por avaliações de críticos de renome internacional. Destaque para a análise do inglês Steven Spurrier, idealizador do lendário Julgamento de Paris, que posicionou os rótulos verde-amarelos como os melhores do Hemisfério Sul durante evento ocorrido no mês de abril em São Paulo.

O vice-presidente do Conselho Deliberativo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Dirceu Scottá, destaca o aperfeiçoamento na produção da bebida no país. “Ao provar os espumantes brasileiros, das mais diversas vinícolas, é possível perceber o alto nível e padrão na qualidade”, elogia.

O gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini, observa que o espumante é uma opção de presente no meio corporativo, já que, principalmente na região Sul, é item fixo nas cestas de fim de ano. “Esse aquecimento nas vendas, principalmente de espumantes e sucos de uva, ajuda a popularizar os produtos e incentivar para que o consumo se estenda para outros períodos do ano”, avalia. Bertolini lembra que em outras regiões é comum a inclusão de vinho nas cestas de final de ano que são distribuídas para os funcionários.

Citado pelo gerente, o suco de uva 100% também tem conquistado o mercado interno e cativado os brasileiros de diversas regiões do país. No ritmo de vendas que dá saltos há cerca de cinco anos, o produto também deve ser um dos destaques de comercialização neste último quadrimestre.

Segundo Scottá, o produto tem alto grau competitivo em função das características particulares da região, onde se concentra 98% da produção de suco, feita a partir de uvas americanas como a Isabel, Bordô e Concord. “Os turistas estrangeiros ficam impressionados com a qualidade e o sabor particular de nossos sucos”, observa.
Sobre o desempenho geral do setor, Scottá afirma que o crescimento deve ficar em torno de 5%. Segundo o enólogo, a venda de vinhos finos, por exemplo, deverá ter performance semelhante à registrada em 2013, quando foram comercializados 6,7 milhões de litros no período de setembro a dezembro.


Fonte: IBRAVIN

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Os americanos estão bebendo mais vinhos italianos que os italianos

Os americanos estão bebendo mais vinhos italianos do que os italianos. 

Devido à popularidade dos vinhos e espumantes do país do sul da Europa, os italianos estão no topo de vinhos importados nos Estados Unidos, que é o maior mercado consumidor do mundo, de acordo com o vinho italiano e Instituto de Alimentação.

Winemakers que frequentam a feira Vinitaly, em Nova York, disse que, apesar de tais vinhos italianos clássicos como Barolo, Brunello e Babaresco, o Prosecco é o favorito dos americanos. "É Prosecco que está impulsionando as vendas agora"

Embora a Itália seja o maior exportador de vinhos do mundo, os italianos estão bebendo menos vinho em comparação ao aumento do consumo norte-americanos. "(A) grande maioria dos italianos gostam de beber um copo de vinho com a refeição", disse Michele Antonio Fino, professor associado da Universidade de Ciências Gastronômicas de Pollenzo. "Eles não se sentem tão necessário como era há 30 anos." O consumo de vinho está em seu ponto mais baixo na Itália desde que o país foi unificado em 1861, de acordo com a Coldiretti, a maior associação de agricultores italianos.

Embora os números finais foram não disponível, imagina-se que os italianos adultos beberam cerca de 10,6 galões (40 litros) de vinho em 2013, ou apenas cerca de um terço dos 29 litros por ano que eles consumiam na década de 1970, de acordo com a associação italiana de vinificação Assoenologi. Em comparação, os americanos bebiam entre 1,4 litros e 2 litros por pessoa em 1970. Em 2012, eles consumiram 2,7 litros de vinho, de acordo com o Instituto do Vinho da Califórnia. O consórcio que controla a produção de Prosecco registrou vendas globais em 2013 que superando os 241,6 milhões de garrafas, um aumento de mais de 24 por cento comparado a 2012. Ainda assim, há sinais de que os produtores de Prosecco e muitos outros viticultores terão dificuldades de elevar seus preços em 2014. A SVB da Califórnia advertiu que o maior volume de vinhos disponíveis para venda em uma economia lenta vai atrapalhar a oportunidade para os produtores aumentarem os preços.

Fonte: Reuters

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Rússia estuda estatizar a produção de vinho

De acordo com Oleg Nilov, um membro do Parlamento e um dos arquitetos da nova iniciativa, a produção de vinho na Rússia só deveria ter lugar nas instalações de empresas estatais, e empresas onde o controle acionário é de propriedade do Estado.

Nilov acredita que a introdução de um monopólio estatal permitiria a Rússia aumentar a qualidade do vinho produzido no país e aumentar significativamente as receitas do Estado à partir da indústria do vinho nacional.

O partido político social-democrata na Rússia, que apresentou o novo projeto de lei ao parlamento nacional e do governo, disse que a introdução de um monopólio estatal poderia ajudar a Rússia a ser independente da indústria vinícola internacional, em caso de restrições ou uma proibição de toda nas importações de vinho para a Rússia. As medidas atualmente estão sendo estudadas pelo governo nacional como uma resposta às sanções ocidentais.

De acordo com a Duma, a introdução de um monopólio estatal também daria um impulso para Criméia e Krasnodar. Principalmente aos enólogos para aumentar seus volumes de produção e lhes daria espaço nas prateleiras dos pontos de venda nacionais.

No entanto, os principais analistas russos na área de álcool e vinho criticaram a iniciativa.

De acordo com Vadim Drobiz, o diretor do Centro de Pesquisa da Federal e Regional de Álcool Markets (CRFRAM), uma agência de análise de negócios do vinho, a introdução de um monopólio estatal faria a indústria do vinho russo inútil, uma vez que atualmente continua fortemente dependente de IVA e impostos especiais de consumo e criaria condições para a corrupção no mercado.

De acordo com analistas CFRAM, a adoção desses planos também resultaria em um aumento de vinho contrabando sendo trazida para a Rússia e uma diminuição significativa da qualidade dos vinhos nacionais.

O novo projeto de lei está prevista para ser debatido pelo Parlamento russo durante a primeira semana de setembro.

Fonte: Decanter.com

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Exportação de vinhos engarrafados cresce 250% no primeiro semestre

Volume exportado é recorde para o setor, representando na comparação com o mesmo período de 2013, 17% do total comercializado pelas vinícolas brasileiras em vinhos finos engarrafados

A qualificação do setor vitivinícola brasileiro tanto em produtos, profissionalismo comercial e na construção de imagem, turbinada pela exposição do país durante a Copa do Mundo, resultou em ganhos recordes na exportação do vinho brasileiro engarrafado.

O volume de exportações no primeiro semestre de 2014 inflou 257% em relação ao mesmo período do ano anterior. Até junho deste ano, o Brasil já exportou o equivalente a US$ 7,16 milhões em vinhos engarrafados e um total de 1,78 milhão de litros.

Para efeito de comparação, em todo o ano passado, o resultado obtido com as vendas para o exterior foi de US$ 5,3 milhões com 1,5 milhão de litros. O volume exportado este ano também corresponde a 17% do total comercializado pelas empresas vinícolas, em vinhos finos engarrafados, no somatório dos mercados interno e externo. Para comparação, o mercado interno consumiu 8,71 milhões de litros dessa categoria de produto.

Outro indicador a ser comemorado, é a valorização do preço médio obtido por litro exportado, que passou de US$ 3,36 para US$ 4,01, que representa um ganho próximo de 20%. Segundo a gerente do Wines of Brasil, Roberta Baggio Pedreira, o setor está colhendo os resultados da aproximação com redes de varejo internacionais, um dos grandes objetivos do projeto.

Entre os compradores, ela destaca o Reino Unido que, no ano passado, ocupava a sexta posição no ranking de principais destinos e, nos últimos três meses, se mantém no topo como maior importador de vinhos brasileiros. “O Reino Unido é a menina dos olhos, porque é lá que as vinícolas estão inseridas nas maiores e mais prestigiadas redes”, diz. O país multiplicou por 12 o valor exportando, absorvendo quase 20% do total exportado pelo Brasil, totalizando US$ 1,56 milhões.

Entre estas redes, estão Waitrose, uma das principais cadeias de supermercados de luxo no Reino Unido, com 312 unidades na Inglaterra, Escócia e Gales, e Marks & Spencer, a maior rede de lojas de departamento do Reino Unido, com 840 lojas em 30 países. Roberta também afirma que a realização da Copa do Mundo no Brasil contribuiu para potencializar marcas brasileiras no Exterior.

Percentualmente, a Bélgica foi o destino com o maior crescimento, multiplicando o valor adquirido em vinhos engarrafados por quase 60, totalizando US$ 1,16 milhões. Na terceira posição figura a Alemanha com US$ 730 mil e um crescimento de 456%. A China, por sua vez, que surgiu como importadora de vinhos brasileiros há apenas três anos, hoje está entre os 10 principais compradores, ostentando um dos valores mais altos na média de preço por litro, de US$ 7,47. “Isso se deve ao fato do vinho na China estar ligado a status e não necessariamente à cultura de consumo. Entretanto, o país é estratégico principalmente pelo tamanho de mercado potencial que apresenta”, observa Roberta.

No total, nos primeiros seis meses do ano, os vinhos brasileiros engarrafados foram exportados para 35 países, contra 32 do mesmo período de 2013. Os cinco países-alvo do Wines of Brasil – projeto de promoção dos vinhos brasileiros no Exterior executado pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) com a Agência Brasileira de Promoção às Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) – estão entre os 10 principais destinos de exportação, sendo eles Reino Unido, Alemanha, Holanda, Estados Unidos e China/Hong Kong. Além da Bélgica, figuram entre os destinos de destaque Paraguai, Japão, Suíça e Colômbia.

Fonte: IBRAVIN

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

PESQUISA AFIRMA QUE VINHO AJUDA A PREVENIR CÂNCER DE PULMÃO

PESQUISA AFIRMA QUE VINHO AJUDA A PREVENIR CÂNCER DE PULMÃO

Um grupo do Centro de Pesquisas Kaiser Permanente Southern Califórnia, nos Estados Unidos, constatou quem bebe uma taça de vinho diariamente corre menos riscos de desenvolver câncer de pulmão.

Depois de analisar 85 mil homens, eles perceberam que todos os que bebiam vinho diariamente tinham menor probabilidade de desenvolver câncer por causa da alta quantidade de antioxidantes presentes na bebida.

Os pesquisadores investigaram se outras bebidas proporcionavam os mesmo benefícios, porém somente o vinho mostrou ser benéfico à prevenção de câncer pulmonar.

“Isso porque ele tem uma alta concentração de antioxidantes”, justifica a autora do trabalho, Chun Chao. “O resveratrol, por exemplo, pode induzir a morte de células cancerosas e, assim, retardar o crescimento do tumor.”

Fonte: HCP

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Cartunista Hermé Antune abre a Art Wine com obras pintadas com a tinta à base de vinhos.

O cartunista e ilustrador Hermé Antune, conhecido pela marca que imprimiu na grande imprensa brasileira nos anos 80, com seu traço vazado e sinuoso formando as figuras " de um traço só", montou uma exposição temática, com telas pintadas com a tinta que ele mesmo criou e produz, a base de extrato de vinhos engarrafados. 

As obras marcam o início de funcionamento da Art Wine, um espaço enoartístico que passa a funcionar a partir desta semana em São Paulo, dentro da loja de vinhos da W&W Wine, na Rua Aurora, perto da Praça da República. Hermé cuida da curadoria desse espaço, que deverá abrigar várias outras exposições, porém sempre com criações sobre o tema vinho.

A Art Wine não estará restrita a quadros, mas terá lugar para, em futuro próximo, expor e vender outras criações artísticas, como esculturas ou acessórios personalizados, como decanters de murano, por exemplo.

As telas de Hermé estarão expostas também nas paredes do restaurante da importadora, o Aurora Trattoria, que funciona no belo salão ao fundo da loja.

O artista
Hermé Antune é cartunista, chargista, caricaturista e ilustrador, reconhecido pelos seus traços vazados, linhas que criam figuras “de um traço só”. Carioca, mora em Poços de Caldas (MG). Chargista do jornal O Globo na década de 80, Hermé foi o primeiro artista da América Latina a fazer uma ilustração utilizando computação gráfica, em 1984. Criou e dirigiu a cenografia de algumas séries e novelas da TV Globo. O gosto que desenvolveu pelos vinhos, em especial os franceses e italianos, o artista transformou em arte. Primeiro, gravuras ganharam a interferência da cor do vinho tinto em alguns vazados de suas formas. Agora, leva o vinho à tela literalmente, usando a tinta que fabrica artesanalmente, com o pó (essência cromática) do vinho que resulta de um lento processo de redução da bebida. O pó, que traz a cor do vinho, Hermé dilui em um tipo de resina, até alcançar a textuta para colorir as telas, com figuras como as Mulheres Merlot (FOTO), entre outras.

Art Wine
Rua Aurora, 872 - Centro
Fone: (11) 3467-8055

Horários
Segunda das 10:00h às 17:00h; terça a quinta das 10:00h às 23:00h; sexta e sábado das 10:00h à 00:00h; domingo das 10:00h às 16:00h.

Informações : ECO de Informação

Vaticano é país com maior consumo de vinho per capita do mundo.

O Vaticano consome mais vinho per capita do que qualquer outro país do mundo, de acordo com informações do Instituto do Vinho da Califórnia.

De acordo com as estatísticas mais recentes do Instituto do Vinho, do Vaticano consumidos 74 litros de vinho por pessoa, é o dobro do consumo per capita da Itália como um todo. Uma garrafa de vinho padrão é de cerca de 0,75 litros.

Algumas explicações possíveis são que o consumo está claramente relacionada com vinho da comunhão cerimonial. A imprensa italiana também diz que tem outros fatore possíveis, porque os moradores do Vaticano são mais velhos (a falta de crianças são incluídos nas estatísticas), são maioritariamente do sexo masculino, são altamente qualificados e tendem a comer em comunidade - todos os fatores que tendem a levar para um maior consumo de vinho.

Outro fator: o pequeno tamanho do Vaticano que torna mais fácil para os valores per capita a ser distorcida pelas atividades de um pequeno grupo, ou, no caso do Vaticano, existe um único supermercado que vende vinhos quase livre de impostos, bem baratos.

Outros microestados, incluindo Andorra (46 litros por pessoa) e as ilhas francesas de St. Pierre e Miquelon, na costa do Canadá (44 litros per capita), ainda estão muito aquém dos níveis do Vaticano. Luxemburgo, um pequeno país - embora com uma população de 535.000, que é muitas vezes maior do que a população estimada do Vaticano de 800 - é o número 2 da lista, com um consumo per capita de cerca de 56 litros por ano.

Entre os grandes países, França e Itália lideraram o consumo, cada um com pouco mais da metade do consumo per capita da Santa Sé.


Fonte: California Wine Institute