segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Cantina Cellaro Lumà Nero d´Avola 2011

Vinícola:Cantina Cellaro
País: Itália
Região: Sicilia
Tipo:Tinto
Uvas: Nero d´Avola
Álcool: 13,5%
Preço: R$ 64,00


Para acompanhar uma massa italiana, sempre dou preferência para os tinto do mesmo país. Para harmonizar com um canelone de presunto e mussarela, escolhi este siciliano: Cantina Cellaro Lumà Nero d´Avola 2011, indicação também da casa.

Vamos ao vinho, na taça se mostrou com uma cor rubi escura com bordas violetas. No olfato foi de pouca intensidade e apresentou aromas de frutas vermelhas(cereja) com um toque de especiarias. Na boca é bem seco, com acidez na medida e final prolongado.

Um bom vinho, gastronômico e acompanhou bem a massa. Porém não me aparentou uma boa reação custo beneficio. Nessa faixa de preço achamos vinho melhores, embora tenha pagado no restaurante o mesmo preço praticado em redes on-line.



 Visual
Rubi intenso com bordas violetas
 Olfato
Futas vermelhas e especiarias
 Gustativo
Seco, boa acidez e final prolongado
 Harmonização
Carne vermelhas e massas com molho vermelho

sábado, 28 de setembro de 2013

Vinho durante a gravidez não afeta o desenvolvimento da criança

Uma publicação recente da revista médica British Medical Journal mostra uma pesquisa realizada na Inglaterra que demonstra que o consumo moderado de bebidas alcoólicas durante a gravidez não afeta o bebê.

O estudo foi feito por uma equipe da Universidade de Bristol com 6.915 mães que, em sua maioria, haviam consumido bebidas alcoólicas, principalmente vinho e cerveja, durante a gravidez. Mais de 95% se classificaram como consumidores habituais de bebidas alcoólicas.

Dessa forma, os pesquisadores concluíram que as mulheres que bebiam com moderação durante a gravidez não apresentaram dado sinais negativos nem prejudicado o desenvolvimento físico e intelectual dos filhos. As mulheres bebiam, em média, de três a sete taças na semana. Seus filhos, agora com cerca de 10 anos de idade, obtiveram resultados satisfatórios em provas físicas e intelectuais.

Em contrapartida, o estudo diz que o “fator social” pode ter contribuído, já que a situação econômica da região objeto de estudo é muito favorável, com mães de alto poder aquisitivo, bons recursos e outros fatores que podem ter ajudado a um melhor desenvolvimento dos filhos.

Fonte: Revista Adega

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

2012 será uma safra Inesquecivel


Os vinhedos vistos de longe - muito ordenados em curvas suaves nas colinas - compõem as cores da bandeira do Brasil. Combinam-se o verde intenso das folhas das parreiras, o amarelo dourado dos cachos de Chardonnay brilhando sob o sol do verão, e o fundo de céu azul pontilhado por nuvens muito brancas. É de tirar o fôlego.

Quando chegamos mais perto, esse retrato harmonioso e colorido revela os homens e mulheres que, cuidadosamente, colhem os pequenos e perfumados cachos de uvas que passaram muito tempo amadurecendo ao sol neste que foi - ao menos para o Rio Grande do Sul - um ano de perfeição qualitativa.

Enólogos, agrônomos e donos de vinícolas estão empolgados com o que presenciaram nesta safra (encerrada há menos de um mês no Rio Grande do Sul), como é o caso do agrônomo responsável pelo vinhedo descrito acima, no distrito de Pinto Bandeira, José Carlos Rigo, da Cooperativa Aurora: "Passei meses vindo aqui todos os dias, fazendo testes, observando as plantas, cruzando os dedos em cada ameaça de chuva forte e contínua. Mas, finalmente, quando janeiro foi finalizado, comecei a relaxar e perceber que estava diante de uma safra excepcional, mesmo nessa que é uma região onde o clima pode ser um incômodo", explica.


Sob o Sol

Para quem não trabalha no campo, falar em qualidade de safra diz respeito mais ao produto acabado do que à sua matéria-prima. No entanto, diferentemente das frutas, verduras e legumes consumidos ao natural ou adquiridos para serem preparados depois, a uva vinífera é uma matéria-prima que é o coração do próprio processo. Vale repetir o mantra dos enólogos: é possível fazer um vinho ruim de uma uva boa, mas é impossível fazer um grande vinho de uma uva ruim.

Então resta perguntar o que é preciso para que a uva seja boa, e a resposta, embora simples de dar, não é fácil de ser conseguida no campo. A uva boa para vinho precisa ser madura e sadia, e é nesses dois conceitos que a natureza influencia diretamente. Mais precisamente o clima.

O presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE) e enólogo da vinícola WinePark, Christian Bernardi, explica (veja o box ao fim da matéria) o comportamento desta safra, destacando que a parreira, planta de ciclo anual, precisa de tempo favorável durante todo o ano para que seus frutos resultem doces e sadios, com a maturação completa de todos os compostos orgânicos que serão a raiz de um bom vinho. Isso se traduz por um inverno longo e frio, uma primavera sem chuvas em excesso, ausência de granizo para garantir brotação e desenvolvimento uniforme e, por fim, um verão quente e seco que permita que os cachos amadureçam lentamente. E quase tudo isso aconteceu no ciclo entre 2011/2012. Quase, pois uma chuva de granizo muito forte atingiu uma parte da serra gaúcha e provocou perdas totais em algumas áreas, assim como aconteceu na região de Campos de Cima da Serra, ao norte do estado, na safra de 2010/2011.


Uniformidade

Os produtores que trabalham com várias áreas de plantio dentro do estado também estão satisfeitos com os resultados, como é o caso de Adriano Miolo: "As condições climáticas, com tempo seco e ensolarado no verão, foram essenciais para que a safra 2012 ficasse na história. A vindima em todas as regiões produtoras foi excelente. Além do clima, beneficiamo-nos dos investimentos em tecnologia e manejo aplicados nos últimos anos, que potencializaram ainda mais o resultado desta vindima dentro da cantina, com o recebimento de uvas muito sadias". A Miolo estima colher 10 milhões de quilos de uvas entre todos os seus projetos do sul, além do projeto Ouro Verde, no Vale do São Francisco, que começará a safra em maio.

A opinião de Miolo é compartilhada pelo enólogo Dirceu Scottá, da Dal Pizzol: "A safra 2012 pode ser considerada excelente pela qualidade, sanidade, equilíbrio de produção nos vinhedos e, até o momento, também na qualidade dos vinhos que estão terminando seu processo de fermentação na vinícola. Eles estão sendo elaborados de forma que todo seu potencial e características sejam notados na taça. Tivemos uma qualidade exemplar em todo período da vindima, portanto, teremos excelentes espumantes, brancos e tintos", conta.

O enólogo esclarece também que a estiagem que atingiu o estado gaúcho no verão causou prejuízos a outras culturas (soja e milho principalmente), mas, para as videiras, o único reflexo foi uma pequena quebra de produção, que - para muitos produtores - é compensada pela alta qualidade dos frutos. Em geral, a produção em volumes ficou dentro da normalidade das outras safras.

À sombra

Uvas sadias significam menos trabalho de correção dentro das cantinas e possibilidades muito maiores para os vinhos que virão. De certa forma, essa alta qualidade vinda do campo dá aos enólogos a oportunidade de experimentações e de conhecimento de todo o potencial de uma região e das plantas sob as condições ideais. É também por isso um momento de estudo e de aprendizado para quem vive de fazer vinhos num país jovem como o nosso.

Dirceu Scottá revela-se entusiasmado por poder trabalhar as vinificações com uvas de tão grande qualidade, dizendo que está conseguindo fazer macerações prolongadas, grandes extrações de aroma, sabor e estrutura dos vinhos: "É um privilégio poder prolongar ao máximo a colheita das uvas, como tivemos neste ano a Cabernet Sauvignon, que começou a ser colhida na segunda quinzena de março (fato muito raro para a região), e que nos permite ter uma fruta com maturação fenólica completa que trará cor e estrutura para o vinho", acrescenta.

"Está muito difícil errar neste ano", conta com um sorriso largo o enólogo João Valduga, explicando que raras vezes viu uma safra com essa qualidade. Suas palavras são completadas pelas do enólogo Daniel dalla Valle, que está na empresa dos Valduga há 18 anos: "É um momento histórico para nós, pois a natureza contribuiu em tudo e onde ela não pode atuar nós fizemos nossa parte", diz ele.

A parte na qual a natureza não atua começa nos cuidados com os vinhedos, na seleção de clones mais adequados para cada área, na poda acertada favorecendo a proteção e a insolação para a planta, na observação de sua evolução e, também, nos investimentos feitos em equipamentos que auxiliam os enólogos na produção e no controle da mesma, como prensas modernas, tanques com controle de temperatura e barricas de alta qualidade.

Com tudo isso feito, restou esperar pela natureza, que mostrou sua exuberância permitindo que cada casta de uva pudesse ficar no vinhedo até o momento completo de maturação, assim permitindo aos enólogos a livre escolha dos estilos de vinhos que serão feitos com cada uma delas.

"Quando digo que nunca vi uma safra com esse equilíbrio e qualidade, quero dizer que, em muitos anos que não foram ruins, tivemos ou uvas brancas excelentes, mas não todas as tintas com a qualidade que desejávamos e vice-versa. Mas, neste ano, teremos desde os vinhos-base para espumantes (cujas uvas são colhidas mais cedo) com alta qualidade, até nossos tintos - elaborados para serem longevos - também com excelente qualidade, e isso é um enorme privilégio", explica Dalla Valle, revelando que essa maturação excelente das uvas de variadas castas permite ao consumidor entender as definições dos varietais, reconhecer com tranquilidade na taça um Merlot ou um Sauvignon Blanc por suas características mais marcantes e clássicas.


Controle e satisfação

A apenas 26 km de distância dos vinhedos de Chardonnay da Aurora, em Pinto Bandeira, estão os vinhedos da vinícola Perini. Por lá amadureceram ao sol a Moscato, do clone R2 (um dos mais elegantes que existem), entre outras brancas e várias tintas, cujos grãos sadios e já intumescidos de polpa doce aguardavam o momento certo para a colheita. Entre esses vinhedos, visitados por ADEGA logo após uma pancada de chuva de verão, os cachos brilhavam como diamantes negros ao pôr do sol. É impossível ficar indiferente a essa beleza.

"Esta é a safra de número 41 da empresa e a melhor de todos os tempos", conta emocionado Benildo Perini, presidente da empresa. "É o melhor de todos os prazeres para quem trabalha com a terra fazendo vinhos, e eu sei que não sou só eu que me sinto abençoado neste ano. E isso é mais um motivo de felicidade para mim, ver que a safra favoreceu muitas pessoas", completa Perini.

A Perini prevê uma colheita de 12 milhões de quilos de uvas, incluindo as uvas finas, para suco e para vinhos de mesa e, com elas, pretende não apenas fazer todos os seus vinhos já em linha, como lançar novos rótulos. Isso também deve acontecer em quase todas as vinícolas, que neste ano dispõem de matéria-prima de qualidade para fazer seus vinhos mais especiais e também para pensar em novos produtos, muitos deles de olho na Copa do Mundo de 2014. "Nós, que somos uma vinícola pequena e colhemos 100 mil quilos de uvas, vamos poder fazer um tinto de longa guarda, um vinho que queremos fazer há muito tempo", diz o jovem enólogo André Larentis, da vinícola que leva seu sobrenome, no Vale dos Vinhedos.

E até mesmo nas cooperativas, onde as uvas chegam de centenas de produtores, a qualidade da safra surpreendeu por sua sanidade e facilidade de controle de recebimento e processamento das uvas na cantina, como conta Oscar Ló, presidente da Cooperativa Garibaldi (que recebeu 17,3 milhões de quilos de uvas, entre finas e de mesa): "Esta safra nos apontou algumas diretrizes em determinados itens: teremos espumantes com um ótimo equilíbrio açúcar/acidez e moscatéis com aromas encantadores e paladar refrescante. Os brancos, quase que em sua totalidade, expressarão o máximo do terroir da Serra, trazendo frescor e aromas fantásticos. Para sucos de uva, as expectativas são ainda maiores, teremos sucos com boa coloração, paladar delicado, com açúcar e acidez balanceados. E, apesar do enorme desafio de todos os anos de elaborar vinhos que satisfaçam as exigências dos consumidores, neste ano temos um entusiasmo a mais pela qualidade da uva, que fortalece o ego e estimula o emocional do profissional".


ANÁLISE DA SAFRA NO RIO GRANDE DO SUL

Por Christian Bernardi - Presidente da ABE
"A fabulosa safra de 2012 será lembrada nos próximos meses com tanta força quanto daqui a alguns anos. Obviamente que será lembrada pela qualidade extraída de uvas oriundas de um clima favorável, mas é importante destacar alguns outros fatores únicos desta vindima: Tudo se iniciou no inverno de 2011, caracterizado por um frio muito longo e intenso; a primavera foi amena, com chuvas regulares que permitiram uma brotação farta e uniforme; até então tinha-se a expectativa de uma safra volumosa e de qualidade, então iniciou o verão com dois momentos marcantes: uma chuva de granizo com força poucas vezes antes vista, atingindo algumas regiões importes da Serra Gaúcha e um longo período de estiagem em toda região sul do Brasil; lamentável para quem perdeu toda produção, mas felizes dos demais, que tiveram tranquilidade para trabalhar e aguardar o momento da colheita. Assim é a vida do enólogo que, safra após safra, tem sua rotina fortemente afetada pelas condições da natureza. E, ao fim de mais uma colheita, particularmente no Rio Grande do Sul, fica a sensação do dever cumprido e a alegria pelo presente recebido da mãe natureza. Agora resta aguardar, com ainda mais expectativa, a finalização destes fabulosos vinhos da safra 2012."


Fonte: Revista Adega

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

QUINTA DO CALEIRO RESERVA 2009

Vinícola: José Manuel Alves Teixeira
País: Portugal
Região: Douro
Tipo: Tinto
Uvas:Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca e Touriga Nacional.
Álcool: 14%
Preço: R$34,00 (Bodega Express)


Um vinho que é produzido as margem do Rio Douro, em vinhedos antigos. Indicação de um amigo português e logo atendida.

O vinho apresenta na taça uma cor rubi com bordas violáceas. No olfato intensamente frutado: ameixa e cereja; levemente amadeirado. Na boca é macio, boa acidez, um pouco "quente" com álcool presente, frutas se fazem presente e o final de boca é de boa persistência. Melhorou bastante com a evolução na taça, vale a pena decanta-lo.

Representa um vinho honesto, valendo o que paguei. Acredito que seria melhor deixa-lo evoluir um pouco, comprarei outro para beber daqui uns anos.

Nota: 87/100
 

 Visual
 Rubi com bordas violáceas
 Olfato
 Frutado e levemente amadeirado
 Gustativo
 Equilibrado, boa acidez, levemente "quente" e boa persistência
 Harmonização
 A dica é o bacalhau