quinta-feira, 8 de maio de 2014

Coppola lança vinhos de baixo teor alcoólico.

Composta por um frisante Chardonnay, um Pinot Grigio e um Pinot Noir, o "Gia por Gia Coppola ". Os vinhos foram criados por Gia com Francisco e a equipe de enologos para refletir seu estilo de vinho preferido.

"O vinho sempre foi em cima da mesa, crescendo e assim que eu aprendi sobre o negócio da família em uma idade jovem", disse Gia Coppola.

"Eu queria estes vinhos para refletir o meu estilo: Eu gosto de luz e facilidade para se beber. São vinhos de baixo teor de álcool", acrescentou.

Francis Ford Coppola, o enólogo Corey Beck e sua equipe trabalharam ao lado de Gia por vários meses para criar os vinhos.

Comentando sobre o processo, Beck disse: "Nós intencionalmente trabalhamos na intenção de ser baixa o teor de álcool, com cada um deles em um mero 11,5%, e, como resultado, também baixa em calorias - uma qualidade que agrada a Gia e oferece aos consumidores divertido, acessíveis vinhos. "

Gia também se envolveu fortemente na construção da embalagem dos três vinhos, projetando os rótulos e selecionando as garrafas de vidro exclusivas - que foram inspiradas em frascos de perfume antigos.

Os vinhos são todos preço de EUA $ 13,99.


Fonte: The drinks business

terça-feira, 6 de maio de 2014

Ladrões de uva, a pior praga em vinhedos do antigo Egito.

© Universidade de Cincinnati
Os vinhedos  no Egito Romano tiveram que empregar guardas para evitar que moradores roubassem as uvas maduras.

Um pedaço de papiro, medindo apenas 12 por 8,5 centímetros (4,7 por 3,3 polegadas), foi decifrado pela Universidade de Cincinnati Kyle Helms, documentando um contrato de trabalho em que um homem chamado Flávio concorda em trabalhar como guarda de vinhas perto de uma aldeia egípcia "até a colheita e o transporte do produto final."

O contrato do guarda afirma: "Eu concordo que eu fiz um contrato com você sob a condição de que eu vou proteger sua propriedade, uma vinha perto da aldeia Panoouei, a partir do dia de hoje até colheita e transporte, de modo que não haja negligência, e em a condição de que eu recebo em troca de pagar por todo o tempo acima mencionado. " Infelizmente, o papiro já não está intacta e não está claro o quanto ele teria ganho.

Referências de Helm e outros documentos em seu artigo intitulado "Guardando Uvas no Egito Romano", observando que o roubo de uva era comum e os guardas foram regularmente empregados para impedir os ladrões.

No entanto, este pequeno pedaço de papel é pensado para ser "o único contrato de trabalho documentado com um guarda de uma vinha atualmente publicado" de acordo com o papel na última edição do Boletim da Sociedade Americana de Papyrologists.

Alguns vinhedos "tinham paredes de tijolo e barro para ajudar a repelir os criminosos", mas "estes eram evidentemente nenhum substituto para os guardas humanos." O trabalho era perigoso às vezes: Leme faz referência a um registro de um assalto onde um guarda dá início à perseguição "apenas para encontrar-se com eles, ser abusado  e seu corpo batido. "


Fonte: Universidade de Cincinnati e wine-searcher

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Família Larentis Pinotage 2012

Vinícola: Família Larentis
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Tipo: Tinto
Uvas: Pinotage

Álcool:12%


No especial do Simplificando o Vinho sobre Vinhos do Brasil, demos um destaque a Família Larentis e foi uma boa surpresa. É uma vinícola familiar, bem pequena mesmo. No entanto com muita tradição e um encanto que merece ser notado.


Trouxemos de nossa visita a vinícola, o Pinotage 2012, vendido na casa por 26 reais. Vamos ao vinho: na taça apresenta uma cor rubi violáceo com bastante lagrimas. No olfato tem um intenso frutado, também nota-se aromas intermediários de ervas . Na boca é agradável, frutado com final adocicado. Tem um certo amargor, um toque meio rustico, que se amansa com o tempo até sumir. Final de média persistência.

Foi um bom acompanhamento para um caldo verde. O achei um vinho honesto, não tem uma grande complexidade, mais o preço dele é um chamariz, vendido a 26 na vinícola. Boa chance de conhecer um linda bodega brasileira, beber um Pinotage nacional e pagar pouco. Uma dica é decanta-lo. 



 Visual
Rubi com tons violáceos.
 Olfato
Frutas vermelhas intensas e um toque de ervas.
 Gustativo
Taninos macios, leve, frutado e pequeno amargor.
 Harmonização
Acompanhou bem um caldo verde.

Por Jonas Magalhães


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Vinho contra pedra nos rins?!

O jornal Extra abordou em seu site uma notícia para alegrar o nosso dia e nós incentivar ainda mais a beber um bom vinho.

(Jornal Extra, 02/05/2014)
Os benefícios do vinho para o coração já são amplamente conhecidos. Agora, cientistas da Universidade do Colorado Denver descobriram que a bebida, se consumida moderadamente, também protege a saúde dos rins: pessoas que bebem menos do que uma taça por dia têm o risco de desenvolver doença renal crônica diminuído em 37% quando comparadas a quem não bebe vinho. O estudo foi apresentado no Congresso da Fundação Nacional dos Rins dos Estados Unidos, em Las Vegas, na semana passada.

Além disso, pacientes que já sofrem de problemas renais tornam-se 29% menos propensos a ter doenças cardíacas se ingerirem uma pequena quantidade da bebida ao dia.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores examinaram 5.852 voluntários, dos quais 1.031 tinham doença renal crônica. No entanto, a ligação exata do vinho com a boa saúde dos rins não ficou totalmente clara.

Para o pesquisador Tapan Mehta, líder do estudo, a associação talvez possa ser explicada pelo fato de o consumo moderado de álcool reduzir os níveis de proteínas na urina, enquanto pessoas com problemas nos rins tendem a apresentar altas taxas desses compostos na urina. O cientista suspeita ainda que o vinho tinto seja mais benéfico para os rins do que o vinho branco. A substância que dá cor ao vinho, a procianidina, é um poderoso antioxidante e está mais ativa e em maior quantidade no tinto.

Apenas a ingestão moderada da bebida tem efeito protetor. O consumo elevado de álcool, por outro lado, afeta negativamente os rins e pode piorar a hipertensão. 







Fonte: Jornal Extra

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Hartenberg Weisser Riesling 2008 #CBE

Vinícola: Hartenberg
País: Africa do Sul
Região: Stellenbosch
Tipo: Branco
Uvas: Riesling
Álcool: 13,2%

O tema da Confraria Brasileira de Enoblogs (#CBE) de Abril/2014 foi a uva Riesling. Escolhi sem arrependimento o Sul Africano Hartenberg Weisser Riesling 2008 para degustar e escrever .

Stellenbosch é a principal região vinícola sul-africana, e a segunda colônia europeia mais antiga na África do Sul. A região tem um clima mediterrânico, com verões quentes e invernos suaves, e fica aos pés das montanhas da Dobra do Cabo. 
A propriedade é da família Mackenzie. 

O atual rótulo Hartenberg existe desde 1985, embora esta propriedade já cultive uva e faça vinhos desde 1692 (antiga né?!). Ela é uma das poucas vinícolas que produzem a Zinfandel na Africa do Sul com ótimos resultados e se destaca pelos prêmios de seu Shiraz. O enólogo responsável pelo Riesling 2008 aqui analisado é o Carl Schultz.

Já o Weisse do rotulo é usado para demarcar a verdadeira uva Riesling alemã e principalmente para diferenciá-la de suas parentes de pior qualidade.

Vamos ao vinho: na taça me apresentou uma cor amarelo palha com bordas douradas. No olfato é bem complexo com aromas florais, limão siciliano e alecrim. Na boca é leve, com algum açúcar residual, toques cítricos (limão) e mineral, com boa persistência do final de boca. A acidez se mostra presente, mais já demostra que esta perdendo a força.

Embora tenha achado que sua curva evolutiva já esteja na etapa descendente, ele se mostrou um excelente vinho. Fiquei com uma ótima impressão e querendo provar as safras mais recentes.

Nota: 90/100

 Visual
Amarelo palha com bordas douradas
 Olfato
Floral, limão siciliano e alecrim
 Gustativo
Leve, açúcar residual, citrico/mineral e boa persistência.
 Harmonização
Cozinha oriental.

Por Jonas Magalhães