quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Vaticano é país com maior consumo de vinho per capita do mundo.

O Vaticano consome mais vinho per capita do que qualquer outro país do mundo, de acordo com informações do Instituto do Vinho da Califórnia.

De acordo com as estatísticas mais recentes do Instituto do Vinho, do Vaticano consumidos 74 litros de vinho por pessoa, é o dobro do consumo per capita da Itália como um todo. Uma garrafa de vinho padrão é de cerca de 0,75 litros.

Algumas explicações possíveis são que o consumo está claramente relacionada com vinho da comunhão cerimonial. A imprensa italiana também diz que tem outros fatore possíveis, porque os moradores do Vaticano são mais velhos (a falta de crianças são incluídos nas estatísticas), são maioritariamente do sexo masculino, são altamente qualificados e tendem a comer em comunidade - todos os fatores que tendem a levar para um maior consumo de vinho.

Outro fator: o pequeno tamanho do Vaticano que torna mais fácil para os valores per capita a ser distorcida pelas atividades de um pequeno grupo, ou, no caso do Vaticano, existe um único supermercado que vende vinhos quase livre de impostos, bem baratos.

Outros microestados, incluindo Andorra (46 litros por pessoa) e as ilhas francesas de St. Pierre e Miquelon, na costa do Canadá (44 litros per capita), ainda estão muito aquém dos níveis do Vaticano. Luxemburgo, um pequeno país - embora com uma população de 535.000, que é muitas vezes maior do que a população estimada do Vaticano de 800 - é o número 2 da lista, com um consumo per capita de cerca de 56 litros por ano.

Entre os grandes países, França e Itália lideraram o consumo, cada um com pouco mais da metade do consumo per capita da Santa Sé.


Fonte: California Wine Institute

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Beber vinho pode proteger contra a depressão

Desfrutar de vários copos de vinho por semana pode não só proteger o seu coração, mas também pode ajudar a proteger a sua saúde mental, sugere um novo estudo.

Pesquisadores na Espanha descobriram que o consumo de quantidades moderadas de álcool - especialmente de vinho - foi associado a um menor risco de depressão.

Homens e mulheres mais velhos que consumiram 2 a 7 pequenos copos de vinho por semana eram 32% menos propensos a sofrer de depressão, em comparação com pessoas que nunca beberam álcool, revelou o estudo.

Estes resultados parecem contradizer estudos anteriores, que muitas vezes ligaram o consumo de álcool com um risco aumentado de depressão.

Os pesquisadores sugeriram duas razões para este risco aumentado: As pessoas podem beber mais para mascarar os sintomas depressivos e as pessoas também podem se transformar em alcoólicos para lidar com um problema pessoal, tal como perda de emprego, problemas familiares ou problemas financeiros - todos fatores que também podem desencadear um episódio depressivo.

Quanto ao porquê de essas descobertas parecerem entrar em conflito com outros estudos sobre o álcool, o autor Miguel Martinez-Gonzalez, cardiologista e professor de medicina preventiva e saúde pública da Universidade de Navarra, Espanha, disse que poderia ser devido ao facto de o novo estudo não incluir as pessoas que já tiveram depressão, ou pessoas conhecidas por terem problemas com a bebida.

"Na nossa população de estudo, a média de ingestão de álcool era baixo, e o padrão de consumo era tipicamente mediterrâneo, com álcool a vir preferencialmente de vinho, consumido durante as refeições e sem episódios de binge drinking", afirmou. O estudo foi publicado online a 29 de agosto na revista BMC Medicine.

De ressalvar o facto de alguns pesquisadores do estudo terem recebido financiamento da indústria do álcool para efetuar o estudo. O estudo analisou mais de 5.500 homens e mulheres com idades entre 55 e 80, em Espanha, que estavam envolvidos em um estudo de pesquisa para avaliar os efeitos da dieta mediterrânea sobre o risco de doenças cardíacas. Nenhum deles tinha depressão no início do estudo.

Durante um período de acompanhamento de até sete anos, 443 pessoas relataram ter sido diagnosticados com depressão. Os pesquisadores descobriram que os bebedores moderados, que bebiam 5 a 15 gramas de álcool por dia, em média, tiveram um menor risco de depressão em comparação com as pessoas que se abstiveram de beber (a pequena taça de vinho contém cerca de 9 gramas de álcool puro).

As menores taxas de depressão foram observadas em pessoas que consumiam quantidades moderadas de vinho. O estudo descobriu que os homens e as mulheres que bebiam 2 a 7 pequenos copos de vinho por semana tinham 30% menos probabilidade de desenvolver depressão, em comparação com aqueles que não beberam.

Estes resultados mantiveram-se mesmo depois dos pesquisadores levarem em conta outros fatores de estilo de vida que podem influenciar as taxas de transtorno de humor, como o gênero, a idade, o tabagismo, o estado civil, a escolaridade e os níveis de atividade física .

Embora as razões exatas para justificar os resultados não sejam claras, Martinez-Gonzalez disse que um composto encontrado nas uvas pode ajudar a proteger partes do cérebro de processos inflamatórios envolvidos na depressão. Ainda assim, mais estudos são necessários para comprovar os resultados, sendo que é muito cedo para começar a beber como fator de proteção da saúde mental.


Fonte: Ciência Online

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Pequenas Partilhas Cabernet Franc 2011

Vinícola: Aurora
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Tipo: Tinto
Uvas: Cabernet Franc
Álcool: 12,5%

Continuando a falar de vinhos nacionais. Hoje trago o Pequenas Partilhas Cabernet Franc 2011. Em minha viagem à Serra Gaúcha dediquei parte de minha curiosidade buscando bons Cabernet Franc, encontrei poucos. Esse post é dedicado a um dos bons vinhos que achei e gostei, postarei outros posteriormente.


Pequenas Partilhas Cabernet Franc não é engarrafado em todas safras, só nas safras especiais e com uvas selecionadas. São seis meses de estagio em barricas de carvalho francês e americano.

Vamos ao vinho: Na taça apresentou uma coloração vermelha translúcida com bordas atijoladas e lagrimas finas e abundantes. No olfato tem aromas de frutas frescas como cereja e amora, além de um toque de pimenta do reino, baunilha(adquirido no carvalho americano) e menta(característico).Na boca é leve e fresco, com taninos bem macios e acidez na medida. Boa persistência no final de boca.

É um ótimo vinho, a Cabernet Franc volta a moda na adega dos enófilos e o Brasil tem bons exemplares para se conhecer. O Pequenas Partilhas Cabernet Franc 2011 foi medalha de ouro no VIII Concurso Internacional de Vinhos Finos (Concurso Mundial de Bruxelas-Brasil), indico.


 

 Visual
Vermelho translucida com bordas atijoladas e lagrimas finas e abundantes.
 Olfato
Aromas de frutas frescas como cereja e amora, além de um toque de baunilha e menta.
 Gustativo
Leve e fresco, com taninos bem macios e acidez na medida. Boa persistência.
 Harmonização
Harmonizou bem com uma Lasanha bolonhesa

Por Jonas Magalhães

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Vinho em Bag in Box? Gallo Rosso Casa Venturini 3L #CBE

Vinícola: Casa Venturini
País: Brasil
Região: 50% Campanha Gaúcha e 50% Serra Gaúcha
Tipo: Tinto - Bag in Box
Uvas: Cabernet Sauvignon
Álcool: 12,5%
Preço: R$52,00 (Bodega Express)

O tema da Confraria Brasileira de Enoblogs (#CBE) de Julho/2014 foi escolhido pelo confrade
 Evandro Vanti Gonçalves, o tema foi um vinho tinto nacional sem passagem por barricas de carvalho. Como em minha adega não tinha nenhum vinho do tema, resolvi fazer o que há algum tempo queria: experimentar uma bag in box, pouco usual no Brasil, mas com bastante sucesso mundo afora. Já tinha degustado vinhos com este tipo de armazenamento em alguns restaurantes aleatórios. Mas nunca tive a oportunidade de ter um em casa para avaliar. Resolvi quebrar o preconceito.

Escolhi o bag in box da Casa Venturini, Gallo Rosso 3l, uma vinícula que estive visitando no inicio do ano. Neste vinho, metade das uvas são provenientes da Campanha Gaúcha e a outra metade é de Flores da Cunha, na Serra Gaúcha. É um vinho varietal 100% Cabernet Sauvignon, sem nenhuma passagem por barricas.

Vamos ao vinho: Na taça apresenta uma cor rubi intensa e brilhante, com lágrimas abundantes. No olfato é bem frutado, com aromas de frutas vermelhas maduras como blueberry. Na boca é macio, frutado, equilibrado e fácil de beber.

A bebida não preza pela complexidade e excelência, mas admito que me surpreendeu pela sua
honestidade. É um vinho bem agradável e fácil de beber. Um boa opção para o dia a dia por um ótimo custo beneficio.

EVOLUÇÃO
Sua evolução também me surpreendeu, bebi durante uma semana. As alterações de aromas e sabores do vinho foram quase imperceptíveis.


Prós e Contras

Positivo:
  • O principal beneficio é a manutenção do sabor do vinho por bastante tempo, mesmo após aberto. 
  • Economia: uma bag in box equivale a 04(quatro) vinhos em garrafa. A média de preço da garrafa do Gallo Rosso nesta embalagem saí por R$13,00. O que é bem em conta.
  • Praticidade: leve para transportar e não quebra.

Negativo:
  • Não possui a mesma complexidade e evolução dos vinhos em garrafa.
  • Não tem o charme de abrir uma garrafa.
  • A bebida é mantida na geladeira e a temperatura de serviço não é ideal pois ela é servida gelada. A embalagem esconde as características do vinho no inicio, quando servida.


Saldo:

Não vejo a bag in box como uma ameaça a garrafa. Além de não ter o mesmo charme, ela não apresenta algumas das funcionalidades da garrafa, principalmente participação na evolução do vinho. No entanto vi boas características na "caixinha": Além de ser econômica, a vejo como um "curinga" para ser usada em festas, restaurantes/bares e para quem deseja gastar pouco e beber só uma taça por dia.



VisualRubi intenso e brilhoso
OlfatoFrutas vermelhas como blueberry
GustativoEquilibrado, macio e frutado 
HarmonizaçãoCarnes Vermelhas 

Por Jonas Magalhães