segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Conheça o lugar onde vinho é mais barato que água

É fácil hoje em dia encontrar nas prateleiras de alguns dos maiores mercados da Austrália vinhos mais baratos do que água. Você pode escolher entre uma garrafa de um pouco conhecido vinho tinto por apenas um dólar australiano (cerca de R$ 2,20) e um vinho branco muito popular que é vendido a 2,99 dólares australianos (cerca de R$ 6,50).Isso, é claro, antes de avistar um galão de 4 litros por 17 dólares australianos (aproximadamente R$ 37). Vinho na Austrália virou motivo de preocupação; bebida custa menos do que uma garrafa de água.

Seja qual for sua escolha, ela proporcionalmente custará menos do que uma garrafa de água de 350ml – vendida normalmente a 2,50 dólares australianos (cerca de R$ 5,50).

"Vinhos estão mais baratos do que uma garrafa de água", confirmou à BBC o professor Kym Anderson, do Centro de Pesquisa Econômica de Vinho de Adelaide.

"E isso soa estranho, especialmente considerando que o preço inclui o imposto do atacado e do varejo", diz ele.

Como é possível? Não é a primeira vez que esse tipo de cenário de preços é notícia na Austrália, mas hoje a situação é muito grave, de acordo com especialistas.

Alta do dólar australiano prejudicou as exportações.

Os preços em todas as áreas têm sido afetados por diversos fatores interligados, incluindo as taxas de câmbio recentes, a queda da demanda internacional e excesso do produto no mercado doméstico.

O aumento do valor do dólar australiano em relação ao dos Estados Unidos entre o início de 2011 e 2013 teve dois impactos na indústria de vinho, disse Paul Evans, diretor-executivo da Federação de Produtores de Vinho da Austrália (WFA, na sigla em inglês). "Grande parte do volume que exportamos voltou ao mercado interno quando caiu a demanda internacional por nosso vinho."

Neste cenário, a competição entre os produtores locais tem crescido, o que derruba mais os preços, explica Evans. "Isso também é um incentivo para as importações e, assim, vimos crescer substancialmente as vendas de vinhos importados no mercado doméstico."

Impostos e preços

Outro fator que contribui para o baixo preço dos vinhos da Austrália é o imposto sobre o álcool. Isso varia por produto. "Na Austrália há um sistema em que vinho e cidra têm diferentes impostos", diz Robin Room, pesquisador de álcool e diretor do Centro Turning Point de Álcool e Drogas, em Melbourne.

"Para bebidas está sendo cobrado um imposto com base no valor de venda do produto, em vez de pela quantidade de álcool que eles têm."

Portanto, isso significa que, se o vinho é vendido tão barato, o imposto é muito baixo também.

Diversos fatores explicam baixa nos preços dos vinhos australianos

"Aqueles que fazem um produto caro pagam um imposto maior sobre ele", explica. E isso cria uma divisão dentro da própria indústria, completa ele.

Uma das funções de Room é ajudar a reduzir os problemas relacionados ao álcool na Austrália. Um aumento de impostos sobre o vinho poderia ajudar a reduzir alguns dos problemas de saúde relacionados ao álcool?

"Veríamos uma diminuição de problemas de saúde realmente sérios, bem como daqueles relacionados à ordem social e violência derivados da bebida", opina.

Em contrapartida, Room diz que houve um aumento constante de problemas de saúde associados ao álcool.

Por exemplo, "os pedidos por ambulâncias em Victoria dobraram nos últimos dez anos, e muitos episódios estão relacionados ao consumo de álcool, de acordo com números de departamentos de emergência", relata. "Também têm aumentado o número de internações por cirrose hepática."

No entanto, ele observa que algumas bebidas alcoólicas "sempre foram baratas" no país e, além de impostos, estabelecer um preço mínimo para esses produtos "pode ser importante na redução de problemas relacionados ao álcool".


O duopólio e os produtores de vinho

Outro fator que mantém acessível o preço dos vinhos é o duopólio de dois grandes supermercados, Woolworths e Coles. As duas empresas controlam mais de 70% de todas as vendas de vinho no varejo.

A Federação de Produtores de Vinho elogia os investimentos feitos pelos supermercados na indústria, mas também aponta a necessidade de rever a situação. "Há uma diferença considerável entre o poder dos varejistas do mercado e dos produtores de vinho, o que afeta negativamente a indústria como um todo", diz Evans, da Federação de Produtores de Vinho. "Isso se reflete na margem de lucro dos produtores de uva, que cai em cascata."

Outros dizem que o duopólio não é tão ruim e que as grandes redes estão ajudando os produtores em um momento difícil no mercado.

Um pequeno produtor de Canberra diz que alguns varejistas são realmente bons comerciantes. "Eles estão definitivamente ajudando alguns produtores (a escoar) seu excesso de oferta", explica Fergus McGhie, da vinícola Mount Majura.

Segundo McGhie, há um debate para reduzir a produção de vinhos em 10% para conter esse excesso. "E isso é em todas as regiões. Ouvimos que todo mundo precisa retirar 10% dos seus vinhos (de circulação) para trazer as coisas de volta ao equilíbrio. Mas ninguém quer fazer isso. E eu não vou. Só aqueles que não entendem o cenário reclamam do duopólio. Esses grandes varejistas só estão vendendo vinho e estão se saindo muito bem."

Consumidores

Em geral, os baixos preços dos vinhos australianos parece aceitável para alguns produtores e uma vitória para os consumidores, que procuram uma garrafa boa e acessível por menos de US$ 10.

E talvez seja uma vitória também para grandes varejistas, que são vistos como salvadores por alguns produtores que precisam reduzir o seu excesso de oferta.

Mas e no longo prazo? A federação garante que a situação não é sustentável e que está trabalhando com o governo para corrigi-la. "Atualmente estamos experimentando uma desvalorização do valor da marca que muitos enólogos australianos ajudaram a construir por muito tempo", diz Evans.

"Mas eu acho que o mais importante, no longo prazo, é acabar com o mito da relação entre a qualidade do vinho e o preço que se está pagando por ele. Dessa forma, vai ser muito difícil para os consumidores voltar a um sistema de preços que tenha mais relação com a qualidade do vinho que está sendo consumido."

Fonte: BBC Brasil

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Auguste Bessac Cotes Du Rhone AOP 2012

Vinícola: Auguste Bessac
País: França
Região: Côtes du Rhône
Tipo: Tinto
Uvas: Garnacha, Shiraz, Mourvèdre, Cinsault e Carignan
Álcool: 14,5%



Pesquisadores apontam a região do Vale do Rhonê como a mais antiga na cultura do vinho. Dados indicam que os Romanos que introduziram a vitivinicultura na região por volta do século I antes de Cristo.

A região do vale do Rhône se destaca por produzir vinhos jovens, suaves e redondos, que devem ser bebidos entre 03 e 05 anos.


Auguste Bessac Cotes Du Rhone AOP 2012 é um corte com uvas tradicionais na região. Destaque para as castas Garnacha e a Shiraz. O vinho passa oito meses barricado. Esse exemplar degustado, foi a meia-garrafa(375ml).

Vamos ao vinho. Na taça apresenta uma coloração rubi com tons violáceos. No olfato destaca-se aromas de frutas vermelhas maduras e toques florais. Na boca é sedoso, taninos redondo e bem equilibrado. Com bom volume e média duração no final da boca. Um vinho fácil de beber e bem agradável. Vale a pena conhecer.


 Visual
 Rubi com tons violáceos
 Olfato
 Frutas vermelhas maduras e toques florais
 Gustativo
 Sedoso, taninos redondo e bem equilibrado
 Harmonização
 Harmonizei com caldo de Inhame e carne cozida

Por Jonas Magalhães

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O melhor de 2014 no Simplificando Vinho

O ano de 2015 se inicia com expectativas de renovação e prosperidade. Nós do Simplificando o Vinho desejamos a todos um ótimo ano e que tenham muita saúde, felicidades e bons vinhos.

Quero iniciar o ano fazendo um balanço de 2014, que foi um bom ano para o Simplificando o Vinho. Iniciamos 2014 com um especial do Vinho no Brasil. Conhecemos ótimas vinícolas e excelente personagens do vinho Brasileiro. Deu para se notar o quanto está se desenvolvendo a  viticultura no Brasileiro.

Cobrimos vários eventos e degustações. Analisamos vinhos, filmes e aprendemos novas receitas. No qual pudemos dividir essas experiencias com vocês aqui no site.

Vamos aqui tentar destacar aqui alguns vinhos que deixaram um gostinho de quero mais. Sempre exaltando o custo-beneficio.

Esperamos que 2015 mantenha toda a construção boa que realizamos em 2014 e traga novas experiências ao nosso paladar e vida.


Feliz 2015!




segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Melhores vinhos chilenos de 2014 no 12º Annual Wines of Chile Awards

Em uma cerimônia de gala realizada em São Paulo no dia 2 de dezembro foram revelados os melhores vinhos do Chile no 12º Annual Wines of Chile Awards (AWoCA), considerada uma edição histórica, já que aconteceu pela primeira vez fora do Chile. O Brasil foi o escolhido para sediar o principal concurso de vinhos do Chile e a escolha dos15 vinhos melhores rótulos chilenos ficou a cargo de corpo de juízes exclusivamente composto por sommeliers e especialistas brasileiros.

A honra máxima do AWoCA foi para a Viña Casas del Bosque, com o vinho Syrah Gran Reserva 2012, premiado na categoria Best in the Show, que elege o melhor vinho do concurso.

O mesmo vinho também levou o prêmio na categoria Syrah. Nas categorias Premium White e Premium Red os ganhadores foram, respectivamente, os vinhos Amelia 2013 (Concha y Toro) e Armida 2009 (De Martino).
Os brancos premiados no concurso foram os rótulos Specialties Sauvignon Blanc Ocean Side 2014 (Viña Santa Carolina/categoria Sauvignon Blanc), Tarapacá Gran Reserva Chardonnay 2013 (Viña Tarapacá/categoria Chardonnay) e Single Vineyard Neblina Riesling 2011 (Leyda/categoria Other Whites).

Nas categorias destinadas aos vinhos tintos a Viña Falernia foi premiada em duas delas: na de melhor Pinot Noir, com o Pinot Noir Reserva 2013, e na de melhor Carmenere, com o Carmenere Reserva 2013 Pedriscal Vineyard. A categoria Cabernet Sauvignon foi conquistada pela Viña Casa Silva com o rótulo Gran Terroir de los Andes – Los Lingues 2012 e a Other Reds foi para o vinho Tama Vineyard Selection Carignan 2013 (Viña Anakena).

O melhor Rosé do concurso foi o Gallardía del Itata Cinsault 2014, da Viña De Martino, o melhor Late Harvest foi para a vinícolaErasmo, com o Torontel Late Harvest 2009, e na categoria Blends o escolhido foi o vinho 5 Cepas 2013, da Casa Silva. O Espumantevencedor foi o Brut Nature, da Viña Morandé.

Os números do 12º AWoCA

Este ano foram inscritos 639 vinhos de 92 vinícolas, um recorde de inscrições de amostras. Desembarcaram em São Paulo 2.652 garrafas, o que representa quase 2 mil litros de vinho. “O processo para entrada de vinhos no Brasil envolve uma série de etapas alfandegárias e o empenho das vinícolas em participar demonstra a importância do mercado brasileiro para a indústria de vinhos do Chile”, resume Claudio Cilveti, managing director da Wines of Chile.

Também impactante foi o número de medalhas conquistas pelos vinhos na 12ª edição do evento: 88 vinhos conquistaram ouro; 272ficaram com medalhas de prata; e 203 levaram bronze, o que significa que 88% dos participantes conquistaram alguma distinção.
Aguardado pelas vinícolas e pelos produtores, o resultado do AWoCA tem grande influência no mercado, já que funciona como um “guia” para o trade – cadeia que envolve importadores, bares, restaurantes, lojas de vinhos, empórios, supermercados e hotéis – e para os consumidores, pois indica o que de melhor tem sido produzido no Chile.

De acordo com Claudio Cilveti, managing director da WOC, foi uma decisão estratégica para a Wines of Chile realizar no Brasil oprimeiro AWoCA fora do Chile. “O mercado brasileiro é um dos mais importantes para nossa indústria e a cada ano temos aumentado o investimento em ações aqui. Representamos quase metade do mercado de vinhos importados no Brasil, que ocupa a 5ª posição no ranking de nossas exportações.” O Chile lidera o mercado com 39,8% e é o primeiro no ranking desde 2002.

Para Oscar Paez, do ProChile Brasil, a escolha é um marco também para nosso país: “a escolha do Brasil para a primeira edição do AWoCA ‘internacional’ reforça o posicionamento do Chile em priorizar cada vez mais o mercado brasileiro. Nossas relações comerciais vêm se consolidando ano a ano e nossa meta é seguir aumentando a presença no setor de vinhos importados no Brasil”.

“Nossa diversidade de vinhos fica mais evidente a cada ano. O território chileno é riquíssimo, indo do mar até o gelo e passando pelo deserto. Essa variedade terroirs resulta em vinhos com expressão tão marcante como os que são apresentados no AWoCA, que representa um verdadeiro painel da evolução e da alta qualidade dos nossos vinhos”, celebra Claudio.

Os jurados brasileiros que escolheram os melhores vinhos do Chile em 2014 foram: Carlos Cabral (grupo Pão de Açúcar), Mário Telles(ABS-SP), José Luiz Pagliari (SBAV-SP), Diego Arrebola (eleito melhor sommelier do Brasil e Wine Director do Grupo Pobre Juan),Manoel Beato (grupo Fasano), Gabriela Monteleone (sommelière), Daniela Bravin (Bravin), Tiago Locatelli (grupo Varanda),Gabriela Bigarelli (Maní), Jorge Lucki (Valor Econômico), Marcelo Copello (Revista Baco) e Didú Russo (Blog do Didú).

“A escolha dos jurados considerou principalmente a representatividade de cada um em diversos segmentos do mercado. Por isso, além de sommeliers premiados e responsáveis pelas cartas de vinho de restaurantes renomados, participam formadores de opinião das duas principais associações do Brasil, representantes da mídia especializada impressa e digital, além de um grande nome do varejo brasileiro”, completa Cilveti.
Os vencedores do 12º AWoCA são:

Best in the Show
Syrah Gran Reserva 2012/Viña Casas del Bosque

Premium Red
Armida 2009/De Martino

Premium White
Amelia 2013/Concha y Toro

Other Reds
Tama Vineyard Selection Carignan 2013/Viña Anakena

Other Withes
Single Vineyard Neblina Riesling 2011/Leyda

Blends
5 Cepas 2013/Casa Silva

Rosé
Gallardía del Itata Cinsault 2014/De Martino

Sparkling Wine
Brut Nature/Viña Morandé

Late Harvest
Erasmo Late Harvest Torontel 2009/Erasmo

Cabernet Sauvignon
Gran Terroir de los Andes - Los Lingues Cabernet Sauvignon 2012/Casa Silva

Carmenere
Carmenere Reserva 2013 Pedriscal Vineyard/Falernia

Pinot Noir
Pinot Noir Reserva 2013/Falernia

Syrah
Syrah Gran Reserva 2012/Viña Casas del Bosque

Chardonnay
Tarapacá Gran Reserva Chardonnay/Viña Tarapacá

Sauvignon Blanc
Specialties Sauvignon Blanc Ocean Side 2014/Santa Carolina


Fonte: CH2A Comunicação

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

al Tralcio Antico Chianti 2012

Vinícola: Carrefour
País: Itália
Região: Toscana
Tipo: Tinto
Uvas: Sangiovese


Todo inicio de mês postamos o nosso vinho escolhido para a Confraria Brasileira de Enoblogs (#CBE). O tema de novembro foi escolhido pelo confrade Jorge Alonso, do blog Contando Vinhos. Ele escolheu como tema:"Um Chianti, valendo Clássico, Riserva e qualquer sub região e sem limite de preço".

Felizmente, para contemplar este tema, eu guardava em minha adega o
 al Tralcio Antico Chianti 2012, um presente de um amigo que recentemente voltou da Itália e me trouxe essa lembrancinha. Me parece uma linha de vinhos pertencente a rede de supermercados Carrefour.


Vamos ao vinho: Apresenta uma coloração rubi intenso. No olfato apresenta aromas de frutas frescas, algo floral e lembranças da madeira. Na boca tem um volume mediano, taninos suaves, fresco e bom retrogosto. Final de média persistência.

Um bom vinho, correto e fácil de beber. Acompanhou bem uma porção de bruschettas.

 Visual
 Rubi intenso
 Olfato
 Frutas frescas, floral e madeira
 Gustativo
 Volume mediano, taninos suaves e fresco. Fácil de beber
 Harmonização
 Bruchettas